Gilmar Mendes critica afastamento de diretor-geral da PF por Mendonça
Ministro afirmou que decisão contra Andrei Rodrigues não deveria ter ocorrido e comparou medida a retirar comandante do Exército do cargo
O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), criticou nesta terça-feira (15/9) o afastamento do diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, determinado pelo ministro André Mendonça em 8 de setembro. A declaração ocorreu durante a sessão extraordinária que analisa a possibilidade de abertura de investigação contra Alexandre de Moraes. Para Gilmar, uma medida dessa natureza não deveria ser adotada contra o chefe de uma instituição policial. O magistrado classificou a decisão como inadequada diante da estrutura hierárquica da PF.
Durante sua manifestação, Gilmar relatou a rapidez com que os ministros começaram a votar no processo colocado em pauta às 10h. Segundo ele, pediu vista pouco depois do início da sessão, enquanto outros integrantes da Corte já haviam apresentado seus votos. O ministro afirmou que, pela experiência acumulada na magistratura, percebeu que a dinâmica poderia resultar em um desdobramento que considerava inadequado. A crítica foi feita ao comentar o contexto em que ocorreu o afastamento.
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Gilmar ressaltou que a Polícia Federal é uma instituição armada e submetida a uma cadeia de comando. Na avaliação dele, o afastamento de seu diretor-geral exigiria circunstâncias excepcionais. Para reforçar o argumento, o ministro comparou a medida à retirada do comando de instituições estratégicas, como a Nasa e o Exército. Ele afirmou que uma decisão desse tipo não deveria ocorrer sem que houvesse uma situação de extrema gravidade envolvendo o responsável pelo cargo.
O ministro também afirmou que a Polícia Federal já enfrenta dificuldades institucionais e que submetê-la a uma medida desse tipo agravaria o cenário. Gilmar classificou a decisão como demonstração de falta de compreensão sobre o funcionamento da corporação. As declarações foram feitas durante um julgamento marcado por divergências entre ministros sobre a condução de investigações envolvendo o Banco Master. A sessão segue com a análise do caso relacionado a Moraes.
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