Tio que estuprou e matou adolescente em Britânia é condenado
Paulo Fagundes de Oliveira cometeu o crime em janeiro de 2026 após atrair a vítima de 15 anos para ajudá-lo com documentos; corpo foi enterrado no quintal
O Tribunal do Júri de Aruanã condenou Paulo Fagundes de Oliveira a 45 anos, 4 meses e 20 dias de reclusão pelo assassinato da sobrinha por afinidade, Beatryz Emilly Nunes da Silva Ferreira, de 15 anos. O crime ocorreu em janeiro de 2026 no município de Britânia, no Oeste goiano. O réu foi considerado culpado por feminicídio qualificado, estupro e ocultação de cadáver.
A sentença foi proferida na quinta-feira (17). O conselho de sentença acolheu integralmente a denúncia do Ministério Público de Goiás (MPGO). Na época da prisão em flagrante, o acusado chegou a alegar à Polícia Civil que havia matado a adolescente porque ela “foi mal-educada”. A investigação e a denúncia do MPGO, no entanto, provaram que a motivação foi garantir a impunidade do crime sexual.
O juiz Joviano Carneiro Neto determinou o cumprimento da pena em regime inicialmente fechado. O magistrado também fixou o pagamento de R$ 10 mil de indenização por danos morais aos familiares da vítima. A defesa tentou a absolvição pelo crime de estupro alegando falta de provas e a desclassificação do feminicídio, mas as teses foram rejeitadas pelos jurados. A decisão cabe recurso.
Dinâmica do crime
A denúncia do MPGO aponta que o crime ocorreu na manhã de 20 de janeiro de 2026. A adolescente foi até a casa do tio a pedido dele, para ajudá-lo com a leitura de alguns documentos. Segundo o promotor Geibson Cândido Martins Resende, responsável pela sustentação da acusação, o homem se aproveitou da relação de confiança familiar para atacar a vítima.
No local, Paulo constrangeu a adolescente mediante violência física e praticou atos libidinosos. Na sequência, para acobertar o estupro e movido por sentimento de posse, o acusado entrou em luta corporal com a jovem e a golpeou na cabeça com um pedaço de madeira. Com a vítima no chão, ele utilizou uma arma branca para cortar o pescoço dela.
Para esconder o assassinato, o réu arrastou o corpo de Beatryz para o quintal e a enterrou em uma cova que já estava aberta. Ele também escondeu a bicicleta que a adolescente utilizou para chegar à casa. Paulo foi preso em flagrante horas depois, após diligências da polícia, momento em que confessou a ocultação e o assassinato.
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