Campanhas já gastaram R$ 167 milhões para turbinar posts nas eleições
A dez dias do primeiro turno, valor destinado à Meta já supera todo o investimento feito pelos candidatos em 2022
A disputa por visibilidade nas redes sociais levou os candidatos das eleições de 2026 a um gasto recorde com impulsionamento de publicações. A dez dias do primeiro turno, as campanhas já haviam destinado R$ 167,3 milhões à Meta, empresa responsável por plataformas como Facebook, Instagram e WhatsApp.
Os dados foram declarados pelas campanhas ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e compilados pelo UOL. O valor gasto até agora já supera o investimento registrado durante toda a eleição de 2022, quando os candidatos pagaram R$ 155,4 milhões à empresa, em números corrigidos pela inflação.
Apesar do crescimento, o valor ainda está abaixo do registrado nas eleições municipais de 2024. Naquele ano, as campanhas destinaram R$ 207,6 milhões ao impulsionamento, também considerando os valores atualizados.
A marca de 2024, no entanto, ainda poderá ser superada. Restam os últimos dias antes do primeiro turno, além do período entre as duas etapas da votação nos locais onde houver segundo turno. As campanhas também podem declarar despesas depois das eleições.
O impulsionamento de publicações já aparece como a maior despesa das campanhas eleitorais de 2026. A mesma situação ocorreu em 2022. Desde a eleição presidencial de 2018, os gastos com esse recurso cresceram 316%.
Somadas as cinco eleições municipais e nacionais realizadas desde 2018, a Meta recebeu R$ 613,6 milhões das campanhas para aumentar o alcance de anúncios e publicações eleitorais.
Lula lidera os investimentos
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), candidato à reeleição, lidera os gastos individuais. Segundo a Biblioteca de Anúncios da Meta, ele investiu R$ 4,7 milhões para ampliar o alcance de conteúdos de campanha.
Na sequência aparecem Elmano de Freitas (PT), candidato à reeleição ao governo do Ceará, com R$ 3,47 milhões, e Tarcísio de Freitas (Republicanos), que disputa novamente o governo de São Paulo, com R$ 1,9 milhão.
Fernando Haddad (PT), candidato ao governo paulista, e Simone Tebet (PSB), candidata ao Senado por São Paulo, aparecem com aproximadamente R$ 1,4 milhão cada.
Entre os candidatos à Presidência, Flávio Bolsonaro (PL) foi o segundo que mais gastou, com R$ 702 mil. O candidato Ronaldo Caiado (PSD) investiu R$ 192,6 mil. Augusto Cury (Avante) destinou R$ 132,3 mil; Romeu Zema (Novo), R$ 95,2 mil; e Renan Santos (Missão), R$ 85,6 mil.
Os dados individuais foram levantados na Biblioteca de Anúncios da Meta e abrangem o período entre 22 de agosto e 20 de setembro.
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