Em debate, Marconi Perillo promete IPVA zero e concursos públicos em Goiás
Candidato do PSDB também apresentou propostas para renda, educação, saúde, juventude e valorização do funcionalismo durante confronto na TV Anhanguera
Marconi Perillo (PSDB) afirmou que pretende zerar o IPVA para veículos elétricos, híbridos e automóveis e motocicletas com 10 anos ou mais de uso caso seja eleito governador de Goiás. As propostas foram apresentadas durante o debate da TV Anhanguera, realizado na noite de terça-feira (29), na reta final do primeiro turno das eleições.
Atualmente, a legislação estadual prevê isenção do IPVA para veículos com 15 anos ou mais de uso. A proposta apresentada por Marconi reduz esse limite para 10 anos.
No caso dos modelos elétricos e híbridos, a ideia é criar uma nova faixa de isenção para esses veículos. Marconi afirmou que a medida teria como objetivo estimular a adoção de tecnologias consideradas mais limpas e evitar que compradores façam o primeiro emplacamento fora de Goiás.
“Queremos criar condições para que Goiás seja competitivo também na transição para uma mobilidade mais limpa, incentivando os elétricos e híbridos e evitando que o primeiro emplacamento desses carros seja feito fora do Estado”, afirmou.
A segunda proposta relacionada ao imposto prevê antecipar a isenção para veículos com uma década de fabricação. Marconi afirmou que a mudança estaria entre as primeiras medidas de um eventual governo.
“Meu compromisso é restabelecer a isenção a partir de dez anos de vida útil do automóvel e da motocicleta. Esta será uma das primeiras medidas que adotarei no governo”, declarou.
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Propostas incluem renda e renegociação de dívidas
Além do IPVA, Marconi apresentou durante o debate propostas voltadas à renda, ao endividamento das famílias e à inserção de jovens no mercado de trabalho.
Entre elas está o Limpa Nome, programa que, segundo o candidato, seria destinado à renegociação de dívidas de até R$ 10 mil. A proposta prevê um ano de carência e pagamento do débito em até 36 parcelas sem juros.
“Eu apresentei hoje o programa Limpa Nome”, afirmou Marconi durante as considerações finais.
O candidato também voltou a defender a criação de um salário mínimo regional de R$ 2.200 para trabalhadores com carteira assinada que se enquadrem nos critérios de um futuro programa. Pela proposta apresentada, o governo estadual faria um complemento da remuneração por meio de um bônus.
Outra iniciativa citada foi o Jovem Trabalhador, voltado a estudantes do ensino médio. A proposta prevê o pagamento de meio salário mínimo, além de qualificação profissional e acesso ao primeiro emprego.
“Programa Jovem Trabalhador: meio salário mínimo para todo estudante do ensino médio ter condições de continuar estudando, ter um curso profissional e também ter a oportunidade de ter um primeiro emprego”, afirmou.
Na educação, Marconi também propôs ampliar a oferta de creches por meio de parcerias entre o governo estadual e as prefeituras. Para a Universidade Estadual de Goiás (UEG), a proposta é ampliar recursos e cursos, incluindo áreas como Inteligência Artificial, Medicina, Direito, Ciências Exatas e Ciências Humanas.
O candidato também afirmou que pretende investir em ciência, tecnologia e inovação e criar uma estrutura de formação de professores para atendimento de estudantes da educação especial e pessoas que necessitem de acompanhamento educacional especializado.
“Nós vamos devolver os 2% que foram tirados da UEG para que a UEG possa ter cursos robustos, inclusive de Inteligência Artificial, mais cursos de Medicina, de Direito, Ciências Exatas e Ciências Humanas”, declarou.
Saúde e funcionalismo também entram nas propostas
Na área da saúde, Marconi apresentou o Vapt Vupt da Saúde, proposta que prevê concentrar esforços na redução das filas para cirurgias eletivas e exames. A iniciativa também inclui a utilização complementar da estrutura de hospitais particulares e filantrópicos.
O candidato ainda mencionou a retomada da Bolsa Universitária e a ampliação de programas de qualificação técnica e profissional para jovens.
Para o funcionalismo público, Marconi afirmou que pretende realizar concursos em áreas consideradas estratégicas, como segurança pública, saúde, educação, UEG e Detran. Também citou o cumprimento dos planos de carreira e a abertura de diálogo com as categorias.
“Nós vamos fazer concursos, nós vamos cumprir os planos de carreira e nós vamos ter um diálogo permanente com os servidores públicos para que o Estado possa avançar com a contribuição deles”, afirmou.
Durante o debate, Marconi também mencionou reclamações que teria recebido de servidores durante visitas a municípios. Entre os pontos citados estavam questões relacionadas a remuneração, planos de carreira e tratamento de aposentados.
O candidato disse ainda que pretende retomar a participação de servidores efetivos em áreas estratégicas da administração estadual. Como referência, citou a criação da carreira de gestor governamental em administrações anteriores.
Na estrutura do Vapt Vupt, Marconi afirmou que pretende ampliar o atendimento presencial e valorizar os funcionários das unidades.
“Inclusive, voltando a funcionar o Vapt Vupt de portas abertas, como acontecia na minha época, valorizando os funcionários que lá trabalhavam”, declarou.
Ao encerrar o debate, Marconi também mencionou segurança pública e remuneração de policiais, atribuindo avanços de carreira e salários às administrações anteriores. O candidato afirmou que pretende voltar a priorizar o funcionalismo estadual.
Nas considerações finais, Marconi também falou sobre o senador Wilder Morais (PL), adversário na disputa pelo governo de Goiás. O candidato defendeu a permanência de Wilder no Senado e afirmou que o parlamentar poderia atuar em defesa de Goiás e das pautas da direita no Congresso.
O debate da TV Anhanguera reuniu, além de Marconi, Daniel Vilela (MDB), Wilder Morais (PL) e Luis Cesar Bueno (PT). O encontro ocorreu na reta final do primeiro turno, marcado para 4 de outubro.
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