Novas regras ampliam possibilidades para doação de sangue
Portaria reduz prazos após tatuagens e alguns procedimentos de saúde e revê critérios para pessoas com histórico de câncer e doenças da tireoide
Quem fez tatuagem, passou por cirurgia bariátrica ou se recuperou de algumas doenças poderá voltar aos hemocentros em menos tempo. Novas regras para doação de sangue passaram a valer no país na última quarta-feira (30) e alteram prazos de inaptidão temporária, além de rever impedimentos definitivos. As normas valem para serviços públicos e privados.
Uma das mudanças atinge quem fez tatuagem, piercing ou maquiagem definitiva. Quando não for possível comprovar a segurança do procedimento, a espera cai de até 12 para quatro meses. Se as condições puderem ser atestadas, o intervalo passa a sete dias. Para piercings na boca ou na região genital, são exigidos quatro meses.
Também houve mudança para pessoas que tiveram câncer. Quem concluiu o tratamento há pelo menos cinco anos e tem cura ou remissão confirmada poderá doar. A inaptidão permanente permanece para melanoma e neoplasias hematopoéticas, como leucemias, linfomas e mielomas.
Prazos também mudam após doenças
A revisão alcança outras condições de saúde. Após cirurgia bariátrica, a espera passa a ser de seis meses. Na tuberculose pulmonar, o período após a cura cai de cinco para dois anos. A forma extrapulmonar, antes impeditiva, também passa a permitir doação depois de dois anos.
No caso da tireoide, o hipertireoidismo deixa de ser, em regra, motivo automático de inaptidão definitiva. A restrição permanente fica limitada à tireotoxicose provocada pela doença de Graves.
Infecções recentes também ganharam prazos específicos. Quem teve chikungunya deve aguardar 30 dias após a recuperação completa. Para Covid-19, são dez dias depois da recuperação, desde que não existam manifestações prolongadas que contraindiquem a doação. Já após a febre Oropouche, a espera é de quatro semanas depois da cura, além de 30 dias desde o último contato sexual com uma pessoa diagnosticada nos 90 dias anteriores.
A norma ainda trata de medicamentos e procedimentos. Quem compartilhou caneta injetável de agonista de GLP-1, como semaglutida, fica quatro meses impedido de doar. Para usuários de PrEP, o prazo é de quatro meses após a última dose oral e de dois anos para a versão injetável de longa duração. Endoscopias e cirurgias laparoscópicas passam a exigir quatro meses de espera, em vez de seis.
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