EUA anunciam fuzilamento ao vivo de autor de massacre em base militar
Execução de Nidal Hasan está marcada para 3 de dezembro; Pentágono ainda não informou qual plataforma exibirá o procedimento.
O Pentágono anunciou nesta quinta-feira (8) que pretende transmitir ao vivo a execução de Nidal Malik Hasan, ex-psiquiatra do Exército dos Estados Unidos condenado pelo ataque que matou 13 pessoas na base militar de Fort Hood, no Texas, em 2009. O cumprimento da pena está previsto para 3 de dezembro, por um pelotão de fuzilamento. A plataforma de transmissão ainda não foi divulgada.
A informação veio após o secretário de Defesa, Pete Hegseth, defender que o público tenha acesso à execução. Em entrevista ao canal conservador Real America’s Voice, ele apresentou a exposição do procedimento como uma maneira de demonstrar as consequências do crime. Os detalhes operacionais, entretanto, permaneciam sem esclarecimento na reportagem publicada pelo UOL.
Condenação por 13 assassinatos
Hasan recebeu a sentença de morte em 28 de agosto de 2013. Segundo o registro oficial do Exército norte-americano, o tribunal militar o considerou culpado, por unanimidade, de 13 acusações de assassinato premeditado e de outras 32 de tentativa de assassinato premeditado.
A punição também incluiu sua expulsão do serviço militar e a perda de pagamentos e benefícios. Durante a fase de definição da pena, familiares das vítimas prestaram depoimentos sobre as consequências do ataque. Hasan optou por não apresentar uma argumentação final. O Exército informou, na ocasião, que a sentença capital desencadeava uma revisão automática nas instâncias de recurso da Justiça militar.
Primeira execução militar em décadas
Caso seja realizada, a execução encerrará um intervalo de mais de seis décadas sem aplicação da pena de morte pelas Forças Armadas dos Estados Unidos. O último caso ocorreu em 13 de abril de 1961, quando o soldado John A. Bennett foi enforcado em Fort Leavenworth, no Kansas, conforme o Centro de Informações sobre a Pena de Morte.
O levantamento da instituição também mostra que a escolha do método integra as regras específicas do sistema militar. Por isso, o anúncio reúne duas questões diferentes: a retomada das execuções nesse sistema e a decisão de permitir que o público acompanhe o procedimento à distância.
A aprovação presidencial não elimina necessariamente a possibilidade de novos questionamentos judiciais. Em reportagem da NPR, reproduzida pela KOSU, a diretora do Centro de Informações sobre a Pena de Morte, Robin Maher, explicou que um pedido de habeas corpus na Justiça federal pode atrasar o cumprimento da sentença. A data anunciada, portanto, ainda pode ser afetada por medidas judiciais.
Leia mais:
Siga o Canal do O Hoje e receba as principais notícias do dia direto no seu WhatsApp! Canal do O Hoje.