Goiás lidera produção de tomate no país com estimativa de 1,34 milhão de toneladas em 2026
Levantamento do IBGE aponta que o Estado concentra a maior área plantada e o melhor rendimento médio do Brasil
A tomaticultura goiana, voltada majoritariamente ao processamento industrial, consolidou sua liderança no cenário agrícola nacional. De acordo com a estimativa de setembro do Levantamento Sistemático da Produção Agrícola (LSPA), divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), Goiás deve fechar 2026 com uma produção de 1,34 milhão de toneladas de tomate.
Além do volume absoluto, o Estado lidera os indicadores de extensão e produtividade: possui a maior área plantada do país, com 14,6 mil hectares, e o maior rendimento médio, atingindo 92,1 toneladas por hectare.
O resultado de 2026 sucede duas safras recordes. Em 2024, Goiás colheu 1,46 milhão de toneladas, saltando para 1,65 milhão em 2025. Embora a estimativa atual represente um recuo interanual de 18,5%, o movimento acompanha a retração nacional, o Brasil passou de uma projeção de 4,75 milhões para 4,37 milhões de toneladas. A queda, no entanto, não altera a primeira posição no ranking brasileiro, ocupada pelos produtores goianos desde 2024.
Polos produtores e impacto econômico
No detalhamento regional, estabelecido pela Produção Agrícola Municipal (PAM) 2025 do IBGE, o município de Silvânia assumiu a ponta no Estado, colhendo 361 mil toneladas (uma alta de 77,3% em relação a 2024). Cristalina aparece em segundo lugar (277,5 mil toneladas), seguida por Morrinhos (193 mil). Somados, os três polos respondem por mais da metade de todo o tomate colhido em Goiás e por 17,8% da produção nacional.
A força da cultura reflete diretamente na economia. O Valor Bruto da Produção Agropecuária (VBP) do tomate goiano somou R$ 8,5 bilhões no ano passado, o que representa 40,8% de toda a riqueza gerada pela atividade no Brasil, segundo dados do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa).
Esse perfil agroindustrial também impulsiona as exportações. Em 2025, Goiás comercializou 1,2 mil toneladas de derivados de tomate no mercado externo, gerando uma receita de US$ 969,1 mil. Desse montante financeiro, o suco de tomate foi responsável por 70,1% do faturamento, enquanto ketchups e molhos representaram 29,9%.
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