Cinco filmes mostram que a política também é cotidiana; veja seleção da APAN para o segundo turno
De cotas raciais a protestos por serviços essenciais, documentários aproximam o público de histórias sobre direitos e participação
O direito de entrar em uma universidade, a presença de mulheres nos espaços de poder e as manifestações contra problemas no fornecimento de energia elétrica podem parecer assuntos distantes entre si. Mas todos revelam como decisões políticas interferem na vida da população, muito além do período eleitoral. Às vésperas do segundo turno das eleições, marcado para domingo (25), cinco documentários selecionados pela Associação de Profissionais do Audiovisual Negro (APAN) ajudam a compreender essas relações a partir de conflitos, conquistas e experiências coletivas.
Reunidas na plataforma Todesplay, as produções abordam acontecimentos que marcaram a luta por direitos e a participação de diferentes grupos nas decisões públicas. O recorte vai da ampliação do acesso ao ensino superior às mobilizações no Amapá, passando pelo enfrentamento ao racismo e pela representação feminina na política.
Lançados entre 2018 e 2022, os filmes abordam situações mais próximas do cotidiano do que se imagina. O acesso à universidade, a qualidade dos serviços essenciais e a participação nas decisões públicas são alguns dos temas apresentados. A partir de histórias reais, os documentários mostram como a política influencia oportunidades, direitos e condições de vida, com consequências que permanecem mesmo depois das eleições.
Quantos Eram Pra Tá (2018)
O documentário acompanha experiências de jovens negros de uma geração que passou a ocupar o ensino superior em um contexto de expansão das políticas de ações afirmativas. A obra aborda trajetórias de conquista, pertencimento e resistência, refletindo sobre a importância das cotas raciais na democratização da educação e no enfrentamento das desigualdades históricas.
A Pedra (2019)
O documentário apresenta três trajetórias marcadas pelo enfrentamento ao racismo, destacando conquistas e desafios da luta antirracista, especialmente no campo da educação. A produção evidencia a importância da resistência e da transformação social para a construção de uma sociedade mais igualitária.
Àprova (2020)
A luta pela implementação das políticas de ações afirmativas na Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) é o tema central do documentário. A obra retrata a mobilização que levou à aprovação das cotas étnico-raciais na instituição, em 2017, e destaca a importância da organização coletiva para ampliar o acesso à universidade pública.
Voces de Mujeres en el Decenio (2022)
A produção destaca a participação das mulheres na política, trazendo reflexões sobre representatividade, liderança e os desafios enfrentados na ocupação dos espaços de poder. O filme evidencia a importância das vozes femininas na construção de uma sociedade mais democrática e igualitária.
2013/2020 (2022)
O documentário estabelece um paralelo entre as manifestações de 2013 e as mobilizações de 2020 no Amapá, tendo como pano de fundo os impactos da privatização do setor de energia elétrica. A produção discute a mobilização popular, o acesso a serviços essenciais e as disputas políticas e sociais que atravessam diferentes momentos da história recente.
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