Operação da PCDF mira consórcio do tráfico que movimentou R$ 1,3 milhão em 60 dias
Investigação aponta que grupo comprava drogas em outros estados e distribuía os entorpecentes a traficantes do DF; ação cumpriu 14 mandados de busca e apreensão em três regiões administrativas
A Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) deflagrou, nesta sexta-feira (23), a Operação Consortium, para desarticular uma organização criminosa suspeita de abastecer traficantes locais com drogas adquiridas em outros estados. A ofensiva, conduzida pela 26ª Delegacia de Polícia, cumpriu 14 mandados de busca e apreensão em Samambaia, Sol Nascente e Taguatinga. Quatro homens apontados como integrantes do grupo foram alvos da operação.
As investigações começaram em junho de 2025, após a prisão de um homem suspeito de comandar o tráfico nas quadras 621 e 623 de Samambaia. A análise das provas reunidas na ocasião levou os investigadores a uma rede de fornecedores que, segundo a polícia, operava em um sistema semelhante a um “consórcio da droga”. Nesse modelo, traficantes do Distrito Federal repassavam dinheiro ao grupo responsável pela compra, pelo transporte e pelo armazenamento dos entorpecentes, que depois eram distribuídos entre os participantes.
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Para dar suporte à atividade, os investigados utilizariam imóveis como pontos de armazenamento e distribuição, especialmente chácaras em Samambaia e no Sol Nascente. A apuração também identificou indícios de lavagem de dinheiro por meio de empresas de fachada, supostamente usadas para movimentar recursos destinados à compra de drogas e ocultar valores provenientes do tráfico.
Uma das empresas investigadas estava registrada como comércio de peças automotivas e movimentou aproximadamente R$ 1,3 milhão em apenas 60 dias. De acordo com a PCDF, os levantamentos apontaram que o estabelecimento não tinha uma estrutura física compatível com a atividade comercial declarada, o que reforçou as suspeitas sobre a origem e a destinação dos recursos. Os investigados poderão responder por tráfico de drogas, organização criminosa e lavagem de dinheiro, crimes cujas penas, conforme o enquadramento jurídico, podem somar de 11 a 33 anos de reclusão.
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