sexta-feira, 23 de outubro de 2026
CÃOPANHIA!

Pets podem tornar a rotina dos idosos mais ativa; veja os cuidados antes de adotar

Passeios e cuidados diários podem estimular movimento e convivência, mas a escolha do animal deve considerar saúde, orçamento e apoio familiar

Bia Salespor em
Pets podem tornar a rotina dos idosos mais ativa; veja os cuidados antes de adotar
(Foto: Freepik)

Sair para passear, encontrar um vizinho e ter companhia ao voltar para casa. A convivência com um animal pode acrescentar esses momentos à rotina de uma pessoa idosa. Cães e gatos também trazem compromissos diários, como alimentar, brincar e acompanhar a saúde do pet.

Essas atividades podem incentivar o movimento, criar oportunidades de conversa e ajudar a organizar o dia. Os benefícios, porém, dependem da relação construída e das condições de cada pessoa. Antes de adotar, é preciso pensar também nas necessidades do animal.

Companhia que pode ampliar os encontros

Os passeios com cães são um exemplo de como o cuidado pode favorecer uma rotina mais ativa. Além da caminhada, há oportunidades de encontrar outros tutores e conversar com pessoas do bairro. Dentro de casa, alimentar o animal, observar seu comportamento e reservar tempo para brincar também criam momentos de interação.

Essa companhia pode trazer conforto, mas deve somar aos vínculos com familiares, amigos e comunidade. Ter um pet não substitui acompanhamento médico ou psicológico, nem é uma forma comprovada de prevenir doenças.

Qual animal combina com a rotina?

Não existe um pet ideal para todas as pessoas idosas. Tamanho, temperamento, idade e nível de energia precisam ser considerados junto à disposição e à mobilidade de quem vai cuidar dele. Um cão que puxa muito a guia, por exemplo, pode dificultar os passeios de alguém com problemas de equilíbrio. Mesmo animais da mesma espécie podem ter necessidades bastante diferentes.

O orçamento também entra na decisão. Alimentação, vacinas, consultas, medicamentos e higiene são despesas que acompanham o animal durante toda a vida.

Quem vai ajudar quando for necessário?

Antes da adoção, vale combinar quem poderá cuidar do pet durante uma viagem, internação ou mudança nas condições de saúde do tutor. Essa rede de apoio permite dividir tarefas quando necessário e evita que a responsabilidade fique concentrada em uma única pessoa.

Em casa, manter os caminhos livres de brinquedos e outros objetos ajuda a reduzir tropeços. Ração, produtos de limpeza e medicamentos do animal também devem ficar organizados, separados dos remédios de uso humano.

Quem gosta de animais, mas não consegue assumir esses cuidados, pode manter contato com pets de familiares ou participar de atividades acompanhadas. O importante é que a convivência seja segura e agradável para a pessoa e para o animal.

Leia mais:

Siga o Canal do O Hoje e receba as principais notícias do dia direto no seu WhatsApp! Canal do O Hoje.

Tags:
adoção responsável animais de estimação bem estar envelhecimento ativo Idosos pets

Veja também