TRE-GO troca 32 urnas e avalia votação como tranquila em Goiás
Balanço da Justiça Eleitoral também aponta 21 ocorrências formalizadas pela Polícia Militar, enquanto a votação teve horário prorrogado em todo o país por decisão do STF
O Tribunal Regional Eleitoral de Goiás (TRE-GO) registrou a substituição de 32 urnas eletrônicas durante a votação deste domingo (25), no segundo turno das eleições de 2026. Apesar das falhas técnicas em alguns equipamentos, o órgão avaliou o andamento do pleito como tranquilo no estado. O balanço também apontou 21 ocorrências formalizadas pela Polícia Militar por meio de Termos Circunstanciados de Ocorrência (TCOs).
As informações foram apresentadas por Frank Wendell Ribeiro, coordenador de Tecnologia da Informação do TRE-GO. Segundo o responsável, o número de equipamentos substituídos ficou abaixo dos índices registrados em eleições anteriores.
“Até o momento, registramos apenas 32 substituições de urnas”, afirmou Ribeiro. Entre os problemas identificados estavam falhas na bobina, na impressora e na bateria, além de conexões soltas durante o transporte dos equipamentos.
Falhas técnicas atingiram menos de 0,2% das urnas
De acordo com o coordenador, as substituições representaram menos de 0,2% do total de urnas utilizadas na votação em Goiás. A média histórica do tribunal costuma superar 1%.
Ribeiro também avaliou que o segundo turno apresentou menos intercorrências do que o primeiro. “Tivemos uma eleição muito tranquila, ainda mais calma do que no primeiro turno”, declarou.
As urnas que apresentaram problemas foram substituídas para permitir a continuidade da votação. Segundo o TRE-GO, as falhas técnicas registradas não comprometeram o exercício do voto.
Além das ocorrências relacionadas aos equipamentos, a Polícia Militar informou ao tribunal o registro de 38 situações gerais durante o pleito. Desse total, 21 resultaram na formalização de TCOs. Entre os casos estavam tentativas de filmar o voto, propaganda eleitoral irregular e abandono do trabalho por mesários.
Prorrogação da votação foi determinada pelo STF
No fim da tarde, o Supremo Tribunal Federal (STF) determinou a extensão do horário de votação até as 19h em todo o país. A decisão, atribuída ao ministro Cristiano Zanin, ocorreu após relatos de dificuldades no transporte de eleitores em algumas regiões brasileiras.
O coordenador do TRE-GO afirmou que a situação que motivou a medida não foi registrada em Goiás. “O motivo não é local e não ocorreu aqui em Goiás”, explicou.
Ribeiro também esclareceu que a decisão partiu do Supremo, e não do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Como a determinação foi divulgada próximo ao horário habitual de encerramento, as equipes precisaram comunicar a orientação aos mesários em diferentes municípios.
O repasse das informações ocorreu por telefone e grupos de aplicativos de mensagens mantidos pelas zonas eleitorais. O coordenador, no entanto, reconheceu que a extensão territorial e a quantidade de locais de votação poderiam dificultar a comunicação imediata com todas as equipes.
Urnas dependem de comando manual para encerrar a votação
Ribeiro explicou que as urnas eletrônicas não encerram a votação automaticamente às 17h. O procedimento depende de um comando manual realizado pelo mesário responsável pela seção eleitoral.
“É necessária a ação do mesário para realizar o comando de encerramento”, afirmou.
Com isso, a extensão do horário exigiu a orientação dos trabalhadores que atuavam nas seções eleitorais. O coordenador acrescentou que os eleitores que chegassem mais tarde em razão de dificuldades de transporte poderiam votar conforme os termos da decisão judicial.
Em Goiás, segundo o TRE-GO, não houve registro de problemas de transporte que justificassem a prorrogação. Ainda assim, as equipes locais receberam orientações para dar andamento às determinações relacionadas ao novo horário de encerramento.
Siga o Canal do O Hoje e receba as principais notícias do dia direto no seu WhatsApp! Canal do O Hoje.