Saiba quem é Daniel Sikkema, condenado à prisão perpétua por mandar matar ex-marido no Rio
Com cidadania americana e cubana, Daniel foi considerado culpado de planejar e financiar o assassinato do galerista Brent Sikkema durante uma disputa de divórcio
Daniel Sikkema, de 56 anos, foi condenado à prisão perpétua nos Estados Unidos por contratar um homem para assassinar o ex-marido, o galerista americano Brent Sikkema, no Rio de Janeiro. A sentença foi anunciada nesta quarta-feira (4), em Nova York. O crime aconteceu em janeiro de 2024, na residência que Brent mantinha no Jardim Botânico, na Zona Sul carioca.
Também identificado como Daniel Garcia Carrera, Daniel tem cidadania americana e cubana e vivia em Nova York. Quando o assassinato começou a ser planejado, ele e Brent enfrentavam um processo de divórcio marcado por conflitos, segundo a acusação.
Daniel foi considerado culpado em maio de 2026 por homicídio por encomenda e por duas acusações de conspiração relacionadas à organização do crime. A pena foi definida pelo juiz federal Edgardo Ramos.
O que a investigação apontou
De acordo com a Procuradoria dos Estados Unidos, Daniel começou a combinar o assassinato com o cubano Alejandro Triana Prevez em 2023. Para financiar o plano, fez 11 pagamentos destinados a Prevez e a uma pessoa com quem ele mantinha um relacionamento em Cuba.
A acusação afirmou que Daniel utilizou nomes de amigos, parentes e funcionários para esconder a origem do dinheiro. Essas pessoas, segundo os investigadores, não sabiam da utilização de suas identidades.
Brent foi assassinado em casa em 14 de janeiro de 2024. Após o crime, conforme a promotoria, Prevez fez ligações para Daniel por um número reservado às conversas sobre o plano. Daniel também enviou US$ 5 mil e prometeu novos pagamentos.
Durante o julgamento, a defesa sustentou que as transferências correspondiam a trabalhos realizados por Prevez. Os jurados, porém, consideraram Daniel responsável por encomendar e financiar a morte.
Quem era Brent Sikkema
Brent tinha 75 anos e era uma figura conhecida no mercado de arte de Nova York. Fundou a galeria Sikkema Jenkins, que representava artistas como o brasileiro Vik Muniz e a americana Kara Walker.
O galerista mantinha uma casa no Rio, onde costumava passar temporadas. Prevez foi preso quatro dias depois do assassinato e permanece no Complexo de Bangu. Seu julgamento no Brasil está previsto para fevereiro de 2027
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