Começo de 2026 exige planejamento financeiro familiar para evitar endividamento
IPTU, IPVA, matrículas escolares, reajuste de plano de saúde e materiais escolares são alguns dos gastos das famílias no início do ano
No começo do ano, as famílias precisam planejar e equilibrar seus orçamentos com os mais diversos gastos. Nesse período os impostos anuais começam a ser cobrados, como o Imposto sobre a Propriedade Predial e Territorial Urbana (IPTU), Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores (IPVA), matrículas escolares e reajustes em planos de saúde. Com isso, muitas pessoas podem sentir um certo desespero, ainda mais quando não há um planejamento adequado.
A esteticista de animais domésticos, Mariana Cristina de Matos, conta que desde 2025 procura grande parte dos materiais escolares dos filhos na internet, em aplicativos de marketplace. “Achei mais interessante os valores e a qualidade também”, conclui. Outra forma que encontrou para economizar neste período foi reaproveitar alguns produtos, como bolsas e tesouras.
Práticas como reutilizar materiais ou buscar em lojas online oferecem ótimas saídas, no quesito preço e qualidade. Porém, também é importante ficar atento com compras online. “Sempre que for comprar na internet, verificar se o site possui CNPJ e endereço físico, e na hora de comprar, usar um cartão cartão digital ou online”, alerta o superintendente do Procon-Goiás, Marcos Palmerston.
Nas compras em papelarias físicas, o importante é fazer uma busca pelos melhores preços nos produtos procurados. Palmerston recomenda que os pais evitem ir às compras de última hora, pois os preços tendem a aumentar. Além disso, uma aliada neste momento são as listas, tanto enviadas pelas escolas, mas também feitas a partir da necessidade da criança. Dessa forma, não são feitas compras desnecessárias ou em quantidades muito altas.
Porém é importante ficar de olho nos itens que as instituições de ensino colocam nas listas de materiais. Mariana Cristina relata que já deixou de comprar alguns itens por considerá-los demasiados, suspeitando até que seriam usados por outros alunos. “No ano passado pediram quatro cadernos, mas meu filho usou apenas um durante todo o ano”, finaliza.

O superintendente do Procon-GO, explica que as escolas não podem exigir marcas específicas nas listas de materiais, a não ser que haja uma justificativa pedagógica explícita. Produtos de uso coletivo também não podem ser obrigatórios, então a escola não pode exigir rolos de papel higiênico, produtos de limpeza ou copos descartáveis. Esse tipo de produto deve estar incluso no valor da matrícula.
Palmerston diz que nos casos onde o consumidor se sentir lesado por preços abusivos nas lojas, a primeira recomendação é tentar solucionar o problema com o fornecedor. Caso não chegue a algo satisfatório, o ideal é reunir o máximo de provas possíveis, como notas fiscais, prints de anúncios e a lista de materiais, e registrar uma reclamação no site do Procon-GO ou na sede da instituição.
Neste período, de muita procura por materiais escolares, renovações de matrículas nas escolas e pagamento de impostos, o orçamento familiar deve ser bem calculado para que não ocorra casos de endividamentos. “Hoje a gente vê muitas famílias endividadas e em arrocho financeiro. A inadimplência cresceu muito também”, esclarece a economista Greice Guerra.
Outra vantagem ao se planejar financeiramente para esse período é não precisar recorrer a empréstimos bancários, no momento o Brasil possui uma taxa Selic de 15%, segundo Guerra, e que só deve começar a cair por volta de março ou abril.
Matrículas escolares
Em novembro de 2025, o Procon-GO, divulgou uma pesquisa que mostrava um aumento de até 42,06% nas matrículas de escolas particulares em Goiânia. Esse aumento agrava ainda mais o arrocho financeiro do começo de ano, por conta disso o planejamento se mostra cada vez mais importante.
O reajuste nas matrículas costuma acontecer anualmente e se baseia na inflação e em custos operacionais. Greice orienta que os pais e responsáveis devem ficar de olho se esse ajuste ficou dentro da legalidade e fazer pesquisas se os preços estão na mesma faixa de valor.
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