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quarta-feira, 28 de janeiro de 2026
NEGÓCIOS

Whey protein cresce 8% ao ano no Brasil e lidera mercado sul-americano

Brasil ocupa a segunda posição mundial em número de academias, fator decisivo para o avanço do mercado

Otavio Augustopor Otavio Augusto em 28 de janeiro de 2026
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Foto: Divulgação

O mercado brasileiro de whey protein consolidou-se, nos últimos anos, como um dos segmentos mais dinâmicos da indústria de alimentos funcionais e de nutrição esportiva. Entre 2020 e 2025, a categoria registrou crescimento médio anual de 8%, segundo levantamento da consultoria Mordor Intelligence. O Brasil responde por mais de 58% do consumo de proteína de soro de leite na América do Sul, posição que reforça o peso do país na cadeia produtiva e no consumo desse tipo de suplemento.

Esse avanço está diretamente associado a mudanças no comportamento do consumidor. A busca por saúde, bem-estar e desempenho físico ampliou o consumo de produtos com apelo funcional. Além disso, a influência de hábitos ocidentais e a popularização de dietas hiperproteicas contribuíram para inserir o whey protein no cotidiano de públicos que vão além do universo esportivo tradicional.

No segmento de nutrição esportiva, os produtos à base de proteína lideram as vendas. Estima-se que as proteínas representem cerca de 74% desse mercado no Brasil, impulsionadas principalmente pelo whey protein, reconhecido pela alta concentração de aminoácidos essenciais e pela rápida absorção pelo organismo. Esse cenário indica um potencial contínuo de expansão, tanto em volume quanto em diversificação de produtos.

Cultura fitness impulsiona a demanda

Um dos principais motores desse crescimento é a consolidação da cultura fitness no país. O Brasil mantém, há pelo menos três anos, a segunda posição mundial em número de academias, o que reflete a disseminação da prática de atividades físicas regulares. Ainda em meados da última década, cerca de 3,5% da população brasileira estava matriculada em academias, com participação significativa de mulheres e pessoas acima dos 60 anos.

Com a ampliação desse público, a demanda por suplementos alimentares também se diversificou. O whey protein deixou de ser consumido apenas por atletas de alto rendimento e passou a integrar a rotina de praticantes amadores, idosos e pessoas interessadas em manutenção da massa muscular e recuperação física. Treinadores e profissionais do setor exercem papel relevante nesse processo, ao influenciar hábitos alimentares e recomendar o uso de suplementos.

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Foto: Divulgação

Goiás e Centro-Oeste ganham espaço

No Centro-Oeste, o mercado de whey protein acompanha a tendência nacional. Estados como Goiás vêm registrando crescimento no número de academias, estúdios de treinamento funcional e boxes de cross training, especialmente em cidades médias e regiões metropolitanas. Esse movimento amplia o consumo local de suplementos e estimula a abertura de lojas especializadas, redes de varejo fitness e canais de venda online.

Goiás também se beneficia de sua posição estratégica na logística nacional, o que facilita a distribuição de suplementos para outras regiões. Além disso, o estado abriga um setor agroindustrial relevante, com forte atuação na cadeia do leite, o que cria oportunidades para integração produtiva e atração de investimentos ligados à industrialização do soro do leite.

Empreendedores do setor avaliam que o consumo de whey protein no Centro-Oeste cresce tanto por motivos estéticos quanto por recomendações relacionadas à saúde e ao envelhecimento ativo. Esse perfil amplia o mercado consumidor e reduz a dependência exclusiva do público jovem.

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Produto funcional e valor agregado

O whey protein é extraído do soro do leite e composto, principalmente, por alfa-globulina e beta-globulina. Trata-se de uma proteína de alto valor biológico, que reúne todos os aminoácidos essenciais necessários para a construção e a reparação dos tecidos musculares. Por isso, é amplamente utilizado para ganho de massa muscular, força e recuperação pós-treino.

Em uma porção média de 30 gramas, o produto fornece cerca de 24 gramas de proteína, com baixos teores de gordura e carboidratos. Além disso, é fonte natural de aminoácidos de cadeia ramificada, como leucina, isoleucina e valina, fundamentais para a síntese proteica muscular.

A combinação entre benefícios nutricionais, praticidade e versatilidade de consumo elevou o whey protein ao status de produto funcional, com aplicação também em dietas clínicas, alimentação de idosos e estratégias de controle de peso.

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Foto: Divulgação

Perspectivas para o mercado

As projeções indicam que o mercado de nutrição esportiva deve crescer, em média, 9% ao ano no Brasil, com o whey protein mantendo papel central nesse avanço. A diversificação de formatos, sabores e aplicações, aliada à ampliação do público consumidor, tende a sustentar a expansão da categoria.

No Centro-Oeste e em Goiás, a expectativa é de fortalecimento do varejo especializado e maior presença de marcas nacionais, acompanhando o crescimento da demanda regional. O cenário aponta para um mercado cada vez mais competitivo, integrado à indústria de alimentos e atento às exigências de qualidade, rastreabilidade e informação ao consumidor.

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