Sydney reúne manifestantes contra presença do presidente israelense na Austrália
O líder israelense está em Sydney a convite do premiê australiano após o atentado na praia de Bondi
O presidente de Israel, Isaac Herzog, enfrentou uma recepção marcada por posições opostas na Austrália nesta segunda-feira (9), ao ser acolhido pelo governo federal enquanto milhares de pessoas protestavam contra sua presença no país, com atos que terminaram em confrontos e prisões em Sydney.
O convite partiu do primeiro-ministro Anthony Albanese após o ataque ocorrido em um festival de Hanukkah, nas proximidades da praia de Bondi, em Sydney, que deixou 15 mortos. O episódio é tratado pelas autoridades como o atentado terrorista mais letal da história australiana. Desde então, o governo tem adotado um discurso centrado na necessidade de unidade social e no combate ao extremismo.

Após desembarcar em Sydney, Herzog participou de uma cerimônia no Bondi Pavilion, onde depositou uma coroa de flores em memória das vítimas do atentado.

Polícia reprime protestos em Sydney
A visita, porém, provocou reação imediata de grupos pró-Palestina. Ativistas criticam o fato de Herzog representar um Estado acusado de genocídio em Gaza, acusação rejeitada pelo governo israelense, e chegaram a apresentar pedidos de prisão contra o presidente durante sua estadia no país.
Advogados ligados ao Palestine Action Group recorreram à Justiça para assegurar a realização de protestos contra a visita em áreas submetidas a novas restrições impostas pelas autoridades locais.
As manifestações se espalharam pelo país ao longo do dia, com até 30 atos planejados. O maior ocorreu em frente à Prefeitura de Sydney, onde a Polícia de Nova Gales do Sul interveio para dispersar a multidão, utilizando spray de pimenta e efetuando prisões.
O comissário assistente da polícia estadual, Peter McKenna, informou em uma coletiva de imprensa que 27 pessoas foram presas, sendo 10 por agressão a agentes e 17 por descumprimento de ordens de dispersão e outras infrações.