Júri condena homem por matar atendente que defendeu colega vítima de assédio em Goiânia
O crime aconteceu em uma distribuidora de bebidas na Vila Redenção
O Tribunal do Júri condenou, nesta terça-feira (10), Helber Silvino de Freitas Lopes, de 43 anos, pelo assassinato da atendente Ellen Cristina Caetano, de 19 anos, em uma distribuidora de bebidas localizada no setor Vila Redenção, em Goiânia. O crime ocorreu em maio de 2025, e a sentença reconheceu homicídio duplamente qualificado.
O julgamento foi presidido pelo juiz Lourival Machado da Costa. Preso desde a época do crime, o réu teve apenas o regime de prisão preventiva convertido para o início do cumprimento da pena. Ainda cabe recurso da decisão.
De acordo com o processo, Ellen foi morta a facadas após defender uma colega de trabalho, uma adolescente de 17 anos, que havia sido vítima de assédio por parte do acusado. Após o ataque, Helber fugiu, mas foi localizado e preso pouco depois, escondido em uma área de mata próxima ao local do crime.
Na decisão, o magistrado destacou que não houve mudança no cenário fático-processual que justificasse a concessão de liberdade ao réu. “O réu encontra-se preso preventivamente desde a fase pré-processual, e não se constata ter havido alteração que permita concessão de contracautela de natureza pessoal”, afirmou.
Relembre o caso
Segundo informações da Polícia Militar de Goiás, no dia do crime, o homem consumia bebidas alcoólicas no estabelecimento quando passou a assediar a adolescente que trabalhava no local. Após ser rejeitado, ele teria reagido com xingamentos e ameaças.
“Chegou um cliente muito bêbado, tentou me agarrar e começou a ficar agressivo, dizendo que ia dar um tiro na minha cara”, relatou a adolescente à polícia na ocasião.
Assustada, a jovem deixou a distribuidora e procurou ajuda em outra unidade da empresa, do outro lado da rua. Ellen, então, assumiu o atendimento no local.
Minutos depois, o agressor retornou armado com uma faca e atacou a atendente, que morreu no local antes da chegada do socorro. Durante a prisão, o homem confessou o crime aos policiais, sem apresentar motivação clara.
“Eu estava bebendo, fiquei muito alterado. Dei umas facadas nela, não sei nem o porquê”, disse aos militares.