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terça-feira, 10 de fevereiro de 2026
Justiça

Justiça suspende concurso da Câmara de Rio Verde após nova fase da Operação Regra Três

Decisão atende pedido do MPGO, determina bloqueio de contas da banca organizadora e ocorre em meio a investigações sobre organização criminosa ligada ao certame

Micael Silvapor Micael Silva em 10 de fevereiro de 2026
concurso
Foto: Divulgação/ Câmara Rio Verde

A Justiça determinou a suspensão do concurso público da Câmara Municipal de Rio Verde, que seria organizado pelo Instituto de Desenvolvimento Institucional Brasileiro. A decisão foi tomada após a quarta fase da Operação Regra Três, deflagrada pelo Ministério Público de Goiás, que investiga a atuação de uma organização criminosa no âmbito do Legislativo municipal.

Além de suspender o certame, a Justiça determinou que a banca examinadora faça a divulgação completa da lista de candidatas e candidatos inscritos no concurso no site oficial, no prazo de 48 horas, garantindo amplo acesso às informações. O instituto também deverá informar, no mesmo portal, sobre a suspensão do concurso, sob pena de multa diária de R$ 1 mil, limitada a 30 dias.

A decisão acolheu ainda pedido do MPGO para o bloqueio das contas bancárias que receberam valores das taxas de inscrição. A medida tem como objetivo impedir novas movimentações financeiras e assegurar a devolução dos valores pagos às candidatas e aos candidatos.

As determinações foram adotadas porque o Ministério Público investiga a possível atuação de uma organização criminosa relacionada à contratação do Instituto Delta Proto para a realização de um concurso público em 2023. Segundo o MPGO, no pedido de suspensão, houve participação das mesmas servidoras e dos mesmos servidores da Câmara na contratação da segunda banca organizadora.

Desde agosto, a Operação Regra Três já teve quatro fases. Durante as apurações, o delegado da Polícia Civil Dannilo Proto, a esposa dele, Karen Proto, o então presidente da Câmara, Idelson Mendes, além de dois servidores, foram presos. Todos seguem sendo investigados por diversos crimes atribuídos à organização criminosa.

Após a prisão, Idelson Mendes renunciou ao cargo de presidente da Câmara Municipal. A presidência passou a ser exercida pelo vice, Cabo Moraes, que está em seu terceiro mandato como vereador.

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