Trump se reúne com Netanyahu em meio à tensão sobre possível ataque dos EUA ao Irã
Encontro na Casa Branca ocorre após reuniões sigilosas e pressões sobre acordo nuclear iraniano e futuro de Gaza
Nesta quarta-feira (11), o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, se reúne com o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu. A reunião acontece em meio ao momento de tensão sobre novos ataques americanos ao Irã.
Antes da reunião com Trump, Benjamin Netanyahu conversou com o secretário de Estado, Marco Rubio e o embaixador dos EUA em Israel, Mike Huckabee, na Blair House. O encontro é fechado para a imprensa e acontece em meio às dificuldades nas negociações entre a capital estadunidense e Teerã, a respeito do projeto nuclear iraniano e as dúvidas sobre o futuro de Gaza.
Netanyahu apresentou os princípios essenciais para Trump que fazem parte de qualquer tratado, “Princípios que, aos nossos olhos, são vitais não apenas para a segurança de Israel, mas para todos aqueles que desejam paz e estabilidade no Oriente Médio”, ressalta.
O chefe do Estado-Maior das Forças de Defesa de Israel e o diretor de Inteligência Militar visitaram o Pentágono no último mês. Recentemente, assessores diretos da Casa Branca se reuniram com Netanyahu em Jerusalém.

Encontro com Trump
No mesmo momento em que os Estados Unidos e o Irã prosseguiram com as tentativas de acordo, de forma indireta em Omã na semana passada. Na opinião de analistas, esses encontros terminam sem avanços concretos sobre o projeto nuclear do Irã, aumentando a pressão sobre a estratégia americana na região.
O embaixador de Israel nos Estados Unidos, Michael Leiter, compartilhou uma foto do encontro, com a legenda que enfatiza a discussão em grupo sobre “importantes desenvolvimentos geoestratégicos” na região.
Na agenda com Marco Rubio, Netanyahu assinou o contrato formalmente para o integrante do Conselho da Paz de Donald Trump, segundo a divulgação no perfil do primeiro-ministro no X. A primeira reunião do conselho está prevista para 19 de fevereiro.
Leia também: Jovem britânica é morta a tiros pelo pai após debate sobre Trump