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quarta-feira, 11 de fevereiro de 2026
CASO Rodrigo Helbingen

“A briga foi muito rápida”, diz esposa de ex-piloto preso por agressão que terminou na morte de adolescente no DF

Companheira de Pedro Turra afirmou à Polícia Civil que vítima estava com canivete; Rodrigo Castanheira, de 16 anos, morreu após dias internado na UTI

Micael Silvapor Micael Silva em 11 de fevereiro de 2026
piloto
Foto: Divulgação

A esposa do ex-piloto da Fórmula Delta Pedro Turra, de 19 anos, afirmou em depoimento à Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) que a briga entre o companheiro e o adolescente Rodrigo Helbingen Fleury Castanheira, de 16 anos, “foi muito rápida”. A jovem, de 18 anos, também declarou que o adolescente estaria com um canivete no momento da confusão. O interrogatório foi realizado na 38ª Delegacia de Polícia (Vicente Pires) no dia 23 de janeiro, um dia após o episódio, e o vídeo passou a circular nas redes sociais nesta quarta-feira (11/2).

Na data do depoimento, Rodrigo estava internado em estado grave na Unidade de Terapia Intensiva (UTI). Ele morreu no sábado (7/2). Pedro Turra está preso preventivamente.

Relato da companheira

Segundo a jovem, a situação começou quando um amigo do casal pediu carona para uma festa em um condomínio em Vicente Pires, onde pretendia encontrar a ex-namorada.

Ela afirmou que o grupo chegou ao local cerca de 10 minutos antes do horário de encerramento da festa. “A gente entrou no condomínio, mas ficou do lado de fora da casa”, relatou. De acordo com ela, todos estavam se divertindo, inclusive Rodrigo.

A versão apresentada pela companheira é de que a situação mudou rapidamente. “Teve uma hora em que a porta do carro estava aberta. Eu estava atrás e ele abriu a minha porta. Quando ele abriu, o Rodrigo falou para o garoto: ‘Vem aqui para você ver’, e sacou um canivete preto”, disse.

A jovem também afirmou que o adolescente aparentava estar alcoolizado. “Ele já estava com um canivete e estava bêbado. Lembro dele fumando pod”, declarou.

Ainda segundo ela, um vizinho que seria policial teria advertido o grupo dizendo: “Para com essa zona aí”. Ao mencionar o episódio envolvendo um chiclete, a companheira reforçou: “A briga foi muito rápida; a gente piscou o olho e eles já estavam brigando.”

O que dizem as investigações

De acordo com as investigações, a confusão começou na noite de 22 de janeiro. Testemunhas relataram que Turra teria jogado um chiclete mascado em um amigo da vítima. Após provocações, os dois passaram a se agredir.

Vídeos gravados no local mostram o momento em que Turra desfere um soco que faz Rodrigo bater a cabeça contra um carro. O impacto o deixou desacordado. Ele chegou a vomitar sangue enquanto era socorrido.

A defesa da família de Rodrigo contestou a versão de que o adolescente portava um canivete.

“Ele agrediu um menor que era franzino, porque ele é um valentão. Não tem uma explicação lógica, não tem figura de chiclete, não tem figura de canivete”, afirmou ao portal Metrópoles, em 27 de janeiro, o advogado Albert Halex.

O caso segue sob investigação da Polícia Civil do Distrito Federal.

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