Coluna

Eliton rebate adversários e garante ‘equilíbrio’ nas contas

Publicado por: Sheyla Sousa | Postado em: 11 de agosto de 2018

O governador e candidato à reeleição, José Eliton (PSDB), rebateu
as críticas de concorrentes ao Palácio das Esmeraldas neste ano, que insistem
em apontar situação de crise fiscal e financeira da administração estadual, com
suposta dificuldade até para o pagamento da folha de servidores. Em entrevista
a rádios da Região Sudoeste, o tucano reforçou que medidas de ajuste tomadas
desde 2014 possibilitam situação economicamente viável do governo. A fala ao
interior serve para combater o discurso de opositores, como Daniel Vilela (MDB)
e Ronaldo Caiado (DEM), onde o distanciamento pode fazer as críticas ganharem
força, se sem resposta. O governador define que “as contas do Tesouro Estadual
estão equilibradas” e, por isso, os salários dos servidores, programas de
governo e investimentos “estão garantidos”. Ele ainda diz que, por meio
do programa Goiás na Frente, “mais de R$ 500 milhões estão sendo
aplicados em todos os 246 municípios goianos”. A gestão fiscal e transparência
nos gastos públicos já se apresentam como temas cruciais da campanha.

Voto jovem

Cerca de 1,4 milhão de jovens menores de idade estão
habilitados a votar nas eleições gerais de 2018, o que representa uma redução
de 14,4% em relação à quantidade votante no pleito de 2014, quando representava
1,6 milhão.

Fonte oficial

Os dados são do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e foram
coletados do Cadastro Eleitoral, banco de dados oficial sobre o eleitorado
brasileiro em que constam estatísticas compiladas até o final de julho.

Proposta ao mercado

O candidato do PDT ao Palácio do Planalto, Ciro Gomes,
manteve promessa de “limpar o nome do brasileiro do SPC”, que é o Serviço de
Proteção ao Crédito, e disse, em São Paulo, que os bancos públicos e privados
podem refinanciar parte desta dívida para o cidadão. “Trata-se de entender o
volume da dívida que humilha 63 milhões de pessoas, de descontar do volume
dessa dívida, com a mediação poderosa de um governo que sabe o que está
fazendo, todos os desaforos, juros sobre juros, correção monetária, multas etc
e refinanciar o que sobrar”, disse Ciro, após o evento Diálogos Educação Já,
promovido pelo movimento Todos pela Educação em parceria com o jornal Folha de
S. Paulo. Segundo ele, quando se toma essas medidas, a dívida média passa a ser
de R$ 1.400 por cidadão. “Você acha que não tem condições de o Banco do Brasil,
a Caixa Econômica ou mesmo a rede privada, se eu afrouxar um pouco os
compulsórios, de refinanciar R$ 1.400 para você limpar o seu nome do
SPC?”, questionou. A promessa já havia sido feita no debate na TV Band.

CURTAS

Doce de coco
Questionado sobre a postura mais branda no debate na TV, Ciro respondeu: “Eu
sou um doce de coco, pode acreditar nisso. Mas eu sei brigar”.

Dúvida sanada – Com
o tempo, o engajamento de Iris Rezende na candidatura de Daniel Vilela tem
retirado questionamentos internos entre emedebistas.

Presenças – Os
principais indicativos estão nas presenças de Andrey Azeredo como coordenador
da campanha em Goiânia e Mauro Miranda como articulador.

Recepção esperada

Michel Temer (MDB) foi vaiado em Goiânia. A estratégia do
cerimonial na entrega de casas no Jardim do Cerrado 10 era anunciar a chegada
do emedebista junto como o nome de Iris Rezende. Aplausos ao prefeito não
esconderam as vaias ao presidente.

Calado e isolado

Iris e Temer foram de helicóptero entre um evento e outro e,
no trajeto, o presidente não falou. Só ouviu Iris sobre mutirões e a gestão. No
mais, além de eventos esvaziados politicamente, a participação popular também
foi baixa.

Tudo aberto

O presidente do PP, Alexandre Baldy, confirma que não
pretende impedir dissidência no partido sobre a decisão de apoiar o MDB. “Eles
não tenham receio, não tenham medo de apoiar qualquer pré-candidato porque o
governo é de todos e para todos”.

Juntos

“Assim será também para com os prefeitos em todo o estado”,
completou. O ministro garante que é defensor de uma nova política, que seja “aberta,
do diálogo, da democracia”. 

Caso a esclarecer

Após dizer que há “agentes públicos” e “políticos”
envolvidos na morte da vereadora Marielle Franco (PSOL-RJ), o ministro de
Segurança Pública, Raul Jungmann, disse  que o crime
pode ter sido motivado por disputas políticas e negociações para cargos.

Explique

“Quando você tem o envolvimento daqueles que detêm o poder,
de fato têm uma capacidade de, digamos assim, uma resiliência e uma capacidade
de mobilizar defesas ou mobilizar meios de resistir”, definiu Jungmann.

 

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