Ibaneis perde o direto de ocupar a cabeceira da mesa do MDB-DF
Na atividade política, ser ex-governador por dois mandatos consecutivos e ser apontado como competitivo para uma vaga no Senado é o sonho da maioria dos que disputam mandato eleitoral. Ibaneis era, há pouco tempo, esse personagem. Mas tudo veio abaixo em menos de um ano. A desistência de Ibanes na disputa para o Senado pelo DF tem dois motivos que merecem ser abordados. O primeiro é óbvio e de conhecimento público: o lamaçal do Banco Master/BRB, que afundou seu capital político refletido junto à população de um modo geral.
Ibaneis já tinha, digamos, a taça na mão, uma eleição praticamente garantida. Mesmo com o avanço de Leila do Vôlei (PDT) e Erika Kokay (PT), o ex-governador seguia tranquilo no segundo lugar, atrás apenas de Michelle Bolsonaro (PL). Bastou o escândalo do Master estourar para abatê-lo em pleno voo. Assim, por mais competente que tenha sido em seus dois mandatos à frente do Palácio do Buriti, não resistiu ao estrago. Caiu nas pesquisas e apareceu atrás até de Erika Kokay.
O segundo motivo é de bastidor. Só quem frequenta o serpentário político da Capital do País sabe que, para tentar sobreviver, Ibanes buscou de todas as formas emparedar sua sucessora, a governadora Celina Leão (PP). Esse movimento quase rachou o MDB local, mas naufragou frente à rápida articulação de Celina.
Até o presidente nacional do MDB, Baleia Rossi (MDB-SP), entrou em campo para apaziguar, mas deixou feridas que não cicatrizaram. Uma delas envolve o deputado Rafael Prudente, que durante a crise ficou com um pé na pinguela e outro no barranco, sem saber se seguia com Celina ou embarcava no projeto de Ibanes, que, convenhamos, o usava como pré-candidato ao Buriti apenas para puxar sua própria pré-candidatura ao Senado. Prudente não teria a menor chance. E Ibanes sabia disso.
Resultado: Ibanes ficou sozinho e com uma frase dita por um deputado à coluna: “Um ex-governador tem direito direito de sentar-se à cabeceira da mesa nas reuniões de seu partido, mas Ibaneis perdeu esse privilégio ao renunciar à pré-candidatura para o Senado, ativo político que o mantinha á mesa”.
Será que ele fica sem mandato?
Simpatizantes e apoiadores de Ibaneis avaliam que o emedebista apenas força a barra. Em Brasília, todos sabem que não se pode ficar sem mandato, muito menos sem foro privilegiado. Ibanes deve buscar, ao final, uma vaga na Câmara dos Deputados. Ele nega, claro. Diz que vai cuidar da própria vida. Jogo de cena ou disposição para enfrentar tempestades futuras?
Saia justa
Ainda pelo Distrito Federal, a esquerda luta para emplacar Leandro Grass (PT) no segundo turno, porque, se ele não passar, haverá uma verdadeira saia justa: apoiar Celina Leão (PP), apadrinhada pelo PL, ou José Roberto Arruda (PSD), ex-PL e figura de dentro da cozinha de Valdemar Costa Neto.
PL reage ao PDT
A ação do PDT para retirar do ar imagens de Iris Rezende usadas por Ana Paula foi classificada pelo PL, em nota, como “tentativa de calar” a pré-candidata, leitura que, no fundo, expõe uma inquietação maior: o desconforto da esquerda diante do avanço da direita na disputa pelo Governo de Goiás.
Respeito conquistado
A pré-candidatura de Maria Yvelônia tem surpreendido as lideranças do PL. Antes citada como um nome para cumprir a cota de gênero, agora é vista como uma das favoritas para ser eleita deputada federal.
O “novo Frejat”
Por onde passa, a governadora do Distrito Federal, Celina Leão (PP), repete que Dr. Gutemberg, do SindMédico-DF, é o “novo Frejat” da saúde. Uma referência e tanto, já que Frejat é lembrado como o grande idealizador da saúde pública no DF.
Dobradinha no Canedo – Após semanas de negociação, Misael Oliveira (Novo) bateu o martelo: disputará um mandato de deputado federal em dobradinha com Simone Pellozo (Republicanos), pré-candidata a deputada estadual.
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