Coluna

Iris amplia chances de união em torno de Daniel Vilela

Publicado por: Sheyla Sousa | Postado em: 28 de fevereiro de 2018

O discurso partidário do prefeito de Goiânia, Iris Rezende (MDB), tem ajudado a fortalecer a busca do deputado federal e pré-candidato ao governo, Daniel Vilela, pela unidade da oposição em torno de seu pleito ao governo. O prefeito voltou a ser questionado sobre a divisão entre o emedebista e o senador Ronaldo Caiado (DEM) e reafirmou que, se mantido racha, ficaria ao lado de Daniel. “Recebi no gabinete sete prefeitos pedindo manifestação de apoio ao Caiado e no diretório a manifestação de mais de 300 líderes do MDB gritando Daniel. Então, agora sim, vou sugerir aos dois que devem se movidos pelo espírito público e fazer uma união”, disse à Rádio Sagres 730, ao confirmar que receberá os pré-candidatos para uma conversa em sua casa, nos próximos 15 dias. “Eu sou partidário. Se não houver um acordo, eu vou apoiar o candidato do meu partido. Eu nunca fraquejei nessa questão partidária”. A reafirmação foi contemporizada por caiadistas e propagada por vilelistas nas redes sociais depois da entrevista.  

Papo reto

Ao fazer discurso durante inauguração da reconstrução da GO-444, entre Moiporá e Ivolândia, o governador de Goiás, Marconi Perillo (PSDB) mandou recado direto aos oposicionistas que seguem com críticas à gestão.

‘Sem grito’

“Não adianta gritar e falar mal dos outros se depois não dá conta de resolver os problemas. Uma coisa é falar, é prometer, outra coisa é chegar lá no governo e dar conta de enfrentar as dificuldades e vencê-las. Eu já fiz isso quatro vezes”, disse.

 

Improbidade reformada 

O presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), determinou a criação de uma comissão de juristas para elaborar mudanças na lei de improbidade administrativa. Publicado no “Diário da Câmara”, o ato administrativo institui a comissão “com a finalidade de apresentar, no prazo de 120 dias, anteprojeto de reforma” da lei que completou 25 anos em 2017. O presidente da comissão será o ministro do STJ (Superior Tribunal de Justiça) Mauro Campbell Marques. Além dele, participarão do colegiado o vice-presidente do Instituto Brasileiro de Direito Processual, Cássio Bueno, e o desembargador do TRF-1 Ney Bello, entre outros. Bello foi o desembargador que concedeu prisão domiciliar para o ex-ministro Geddel Vieira Lima (MDB), em julho de 2017. Além deles, também fará parte da comissão o advogado Rodrigo Mudrovitsch, que representa políticos investigados, como a senadora Gleisi Hoffmann (PT), e fez a defesa de delatores da Odebrecht. Serão realizadas audiências públicas e reuniões com o Conselho Federal da OAB, o CNJ e o CNMP. 

Curtas 

Obras paradas – O FNDE poderá repactuar contratos para a retomada das obras de creches e escolas paradas. Demanda apresentada pela senadora Lúcia Vânia (PSB) ao Ministério da Educação.

Ameaça de greve – O Sintego realiza às 9h Assembleia Geral da rede municipal de Goiânia, na Câmara Municipal. Em pauta: pagamento do piso salarial de 2018 para professores e data base dos administrativos.

 

Coisa pouca

O ex-senador Demóstenes Torres (PTB) tentou reduzir a polêmica em que se envolveu depois dos compartilhamentos de vídeo em que aparece dando um banho de champanhe – que custa R$ 5 mil – na enteada pela aprovação dela no vestibular. 

Vale a pena

“Imagina se tem problema. Ela passou em mais de trinta faculdades, fiz uma homenagem a ela. Causar comoção com uma coisa correta é difícil, mas fofoca rende”, disse ao jornal O Globo. Ele busca amanhã no STF retomar os direitos políticos.

Fidelidade total

Sem parecer irônico, o prefeito de Inhumas, Abelardo Vaz (PP), soltou no twitter: “Não acredito que possa haver uma trama contra José Eliton. Isso deve ser armação da oposição. Dentro dessa base aliada não existem traíras”. 

Explica aí

O prefeito fazia referência à consideração nos bastidores de pré-candidatura de Alexandre Baldy ao governo. “Ninguém deixa, de uma hora para a outra, de seguir a orientação do governador Marconi Perillo”, acredita o pepista.

Fora!

Recém empossado, o ministro extraordinário da Segurança Pública, Raul Jungmann, demitiu o delegado Fernando Segovia do comando da Polícia Federal. O novo diretor deve ser o delegado Rogério Augusto Viana Galloro, hoje Secretário de Justiça.

Histórico 

Galloro ingressou na PF em agosto de 1995 e foi superintendente da PF em Goiás entre 2007 e 2009. Com mais de 22 anos de carreira, o delegado já ocupou postos estratégicos na instituição.  

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