sexta-feira, 18 de setembro de 2026

Lula erra o alvo contra Celina e atinge em cheio os brasilienses

Wilson Silvestrepor em
Lula erra o alvo contra Celina e atinge em cheio os brasilienses
Ao negar publicamente socorro ao BRB, o petista mais uma vez colocou seus interesses eleitorais na frente dos interesses públicos - Ilustração: Takeshi Gondo

Desde 1989, o presidente Luiz Inácio Lula (PT) tem um dom especial: transformar decisões técnicas em populismo eleitoral. E o caso do Banco Regional de Brasília (BRB) é o exemplo mais recente. Ao negar publicamente socorro à instituição, nesta quarta-feira (16), em Ceilândia, cidade-satélite de Brasília, o petista mais uma vez colocou seus interesses eleitorais na frente dos interesses públicos. A fala em tom de protesto foi da governadora do Distrito Federal, Celina Leão (PP), que luta para recolocar o BRB como instrumento financeiro dos empreendedores da capital da República.

O problema é que Lula joga o tudo ou nada para se reeleger e, se possível, emplacar Leandro Grass no segundo turno da disputa pelo governo. Mas, ao dizer que não vai “dar dinheiro para salvar o banco”, o presidente pune os brasilienses que contam com o BRB. Com esse populismo petista, que costuma colar com facilidade em boa parte do País, encontra na capital federal a resistência de um eleitorado diferente. Os números do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) ajudam a entender porque 65% dos eleitores do DF concluíram o ensino médio e, desses, 23,3% têm diploma de ensino superior, enquanto no resto do País, essas proporções despencam para 39% e 11,4%.

A narrativa do governo, que rende dividendos no Nordeste e em municípios de menor renda, encontra em Brasília eleitores com maior escolaridade, muitos deles concursados, que lidam diariamente com orçamento público e sabem, por ofício, separar populismo de resultado. Quem perde, portanto, é Leandro Grass (PT), que pode herdar a fatura de uma fala que nunca foi dele. Se a intenção de Lula era desgastar Celina, o tiro que era para Celina, acertou em cheio os brasilienses. Desse modo, só os devotos do lulopetismo e associados aplaudiram o discurso de Lula.

Na trilha das urnas aos 105 anos
Com 105 anos, Maria Luiza Naves, conhecida como Dona Nenzinha, é a eleitora mais idosa de Goiânia, daquelas que já votaram em mais prefeito do que muita gente teve aniversário. Ela, que também foi primeira-dama de Goianira, é avó do vereador e candidato a deputado federal Sanches da Federal (PP).

Cecílio ‘papa-voto’
O candidato a deputado federal Felipe Cecílio (PSDB) engordou a campanha com o apoio de dois ex-colegas de chapa, Flávia Teles e Henrique Arantes, que desistiram da disputa por uma vaga na Câmara dos Deputados. O tucano também passou a contar com o apoio do vereador Léo José (Solidariedade). Em Anápolis, faz ‘dobradinha’ com o vice-prefeito e candidato a deputado estadual Walter Vosgrau.

Arrependimento
Bateu o arrependimento em Felipe Cecílio por ter popularizado os wind banners nas campanhas. Agora anuncia que vai tirá-los das ruas a partir desta sexta-feira (18). Cecílio pretende colocar caminhões em Goiânia para recolher as peças, sem distinção de partido. “Eu peço até desculpas por isso”, disse.

Legado de Pellozo
O prefeito de Senador Canedo, Fernando Pellozo (União Brasil), resolveu deixar o seu legado engatilhado. Sem poder concorrer a mais um mandato, Pellozo trabalha para implantar, a partir de janeiro, tarifa zero no transporte coletivo, além de cinco novas escolas e um hospital municipal.

Cambão entre os 20
Nas várias pesquisas realizadas até o momento com a inclusão dos possíveis nomes mais citados para uma das 41 vagas a deputado estadual de Goiás, pelo Entorno do DF, o nome de Wilde Cambão (União Brasil) é ranqueado do 10º ao 20º lugar. Cambão disputa a reeleição.

Joscilene também
Outra candidata a deputada estadual que está entre os 20 mais citados para a Alego é a primeira-dama de Novo Gama, Joscilene Mangão (Agir). Ela é apoiada pelo marido e prefeito do município, Carlinhos do Mangão.

Imunidade eleitoral – A partir deste sábado (19), candidatos a qualquer cargo eletivo e fiscais de partidos só poderão ser presos em flagrante delito. Portanto, não abusem da Lei. Nesses tempos de Justiça que se move ao sabor dos ventos, não é bom se arriscar.

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