Segunda-feira, 15 de julho de 2024

Coluna

Risco calculado de Bruno para ser alternativa da base caiadista

Publicado por: Wilson Silvestre | Postado em: 20 de dezembro de 2023

Ainda não caiu a ficha dentro da base do governo de Ronaldo Caiado (UB) e seu vice, Daniel Vilela (MDB), de que o presidente da Alego, Bruno Peixoto (UB), avançou dezenas de casas na construção de seu projeto para disputar a Prefeitura de Goiânia. A esta altura das pesquisas e a entrada em cena dos possíveis concorrentes, não resta tempo hábil para construir um nome que agregue consenso nas hostes de MDB e União Brasil. Estas duas siglas são o carro-chefe do abre alas da corrida para prefeito de Goiânia. O UB tem o governador como puxador de votos, pois ele é bem avaliado na Capital, seguido pelo MDB, que dispensa apresentações do histórico eleitoral em Goiânia, principalmente com Iris Rezende. O PP está com um “pé na porta” da gestão de Rogério Cruz, mas não é descartada a ideia de se juntar ao candidato do Palácio. É neste ponto que começa o risco calculado de Bruno Peixoto (UB) que, mesmo sendo o mais bem pontuado pelas pesquisas dentro da base caiadista, as circunstâncias políticas sinalizam que, mais à frente, Caiado vai precisar do Republicanos, PP, Solidariedade, PRD e PDT, todos eles com Rogério. Por conta do axioma político de 2026, Caiado só vai entrar de cabeça na disputa eleitoral de 2024, principalmente em Goiânia, a partir do próximo ano. Enquanto isso, Bruno vai comendo pelas beiradas e, quando for convidado para discutir o apoio da base caiadista, não terão como descartá-lo. Dificilmente Caiado fará isto. Mas em política o impossível às vezes acontece. Este é o risco calculado por Bruno Peixoto.

Pulverização pode ajudar Rogério

Até o momento, são contabilizados seis pré-candidatos a prefeito com chances de chegar ao 2º turno. Começando pelo prefeito Rogério Cruz que, mesmo sem dizer que vai disputar a reeleição, trabalha para isto. Na sequência vem o senador Vanderlan Cardoso (PSD), Bruno Peixoto (UB), Adriana Accorsi (PT), Gustavo Gayer (PL) e um nome do PSDB. Esta pulverização de candidatos favorece Rogério Cruz, que terá o que mostrar e, ao dividir os votos, a vantagem é de quem está no poder.

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Segundo turno

Rogério tem tudo para conquistar o segundo turno e aglutinar forças, tanto da base caiadista quanto de adversários. Caso seja Vanderlan, Adriana Accorsi, Gayer ou um nome do PSDB, a tendência é Caiado e Daniel apoiarem Rogério Cruz. Isto se Bruno Peixoto não for o adversário.

Café com a mídia

Por falar em Rogério Cruz, ele recebe, nesta quarta-feira (20), a partir das 8h no Paço, a mídia goianiense para um café da manhã. Será um momento de descontração e uma oportunidade para o prefeito “abrir o coração” e fazer um balanço da gestão.

Fim da reeleição

O presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD), está determinado a acabar com o processo de reeleição no País ainda no primeiro semestre de 2024. Pacheco, assim como a maioria da população brasileira, não aguenta ter que voltar às urnas de 2 em 2 anos. Além disso, está cada vez mais caro para o contribuinte o custo de uma eleição.

PO foi o pioneiro

Em julho de 2025, o então senador pelo PFL-DF, Paulo Octávio, propôs uma Emenda Constitucional que fixava o mandato em cinco anos, sem direito à reeleição. Na avaliação do senador, à época, era que a disputa eleitoral de 2 em 2 anos era cara e forçava os partidos a ficarem mobilizados o tempo todo em função de eleições. “Sem dúvida, um importante passo rumo à concretização da verdadeira reforma política que a nação tanto espera e que o eleitor tanto merece”, disse ele em 2025. (Especial para O Hoje)