Wilder ou Marconi, duas forças contra Daniel no segundo turno
O empenho de Caiado em participar ativamente da campanha do pupil à reeleição e sua mulher, Gracinha Caiado (União Brasil), a uma das vagas ao Senado sinaliza que, em política, é melhor perder os anéis que os dedos
Nos últimos dias, o ex-governador Ronaldo Caiado (PSD) tem andado tão empenhado em agendas por Goiás, Estado que representa apenas 3,2% do eleitorado nacional, que se especula uma desistência dele ao sonho de disputar a Presidência da República. O empenho em participar ativamente da campanha do pupilo, Daniel Vilela (MDB), à reeleição e sua mulher, Gracinha Caiado (União Brasil), a uma das vagas ao Senado sinaliza que, em política, é melhor perder os anéis que os dedos. Isto quer dizer que é melhor ganhar com Daniel do que perder com Gilberto Kassab (PSD).
A vitória de Daniel Vilela, preferencialmente no primeiro turno, está cada vez mais distante. O cronômtero está em contagem regressiva e apenas 10 dias para o eleitor ir às urnas e nenhuma pesquisa, até o momento, indica a reeleição de Daniel já no dia 4 de outubro. Em um segundo turno, o governismo promete ser tortuoso. Tudo indica que Wilder Morais (PL) pode chegar na frente de Marconi Perillo (PSDB). Nesse caso, não tem como os apoiadores de Marconi se manterem neutros.
A tendência é apoiar Wilder, mas, na contabilidade de alguns aliados de Daniel, a conta é que, parte dos marconistas negocie com o candidato do MDB e a outra parte, ligada ao agro, fique com Wilder. Outra vertente mais a esquerda acredita que, se Marconi chegar ao segundo turno, a contragosto, a maioria dos petistas vota com ele, diz um petista moderado. O problema é se os bolsonaristas apoiarem o tucano. Nesse caso, Daniel seria o beneficiário. Quanto a Daniel, tende a ir para o 2º turno com as mesmas forças que gravitam ao seu entorno desde o início da campanha. Nem o petismo, antigo aliado do emedebismo, deve estender a mão de forma automática contra Wilder. Afinal, Daniel está umbilicalmente ligado a Caiado, adversário histórico do petismo.
PT, o fiador do segundo turno
Apesar da antiga aliança com o MDB, hoje o PT é o principal fiador de um segundo turno em Goiás. Sem os 8% de intenção de voto de Luis Cesar Bueno (PT) captados pela Real Time Big Data (GO-04616/2026), divulgada nesta terça-feira (22), Daniel Vilela (MDB) já liquidaria a fatura no dia 4 de outubro. Desse modo, paradoxalmente, Wilder ou Marconi dependem muito dos petistas para um deles chegar ao segundo turno.
Dor de cabeça
Entre as dores de cabeça para Daniel, a menor talvez seja encarar Marconi e não Wilder, que tem no bolsonarismo orgânico a maior força de mobilização, ativo que os tucanos não têm. Por sua vez, os petistas são em menor número, mas tão orgânicos como o bolsonarismo.
Arruda reza
O candidato ao GDF pelo PSD, José Roberto Arruda, é um homem de fé e deve dedicar boa parte do dia nesta quinta-feira (24) às preces, isto porque o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) decide se ele pode disputar a eleição. Se for confirmada a negativa do TRE-DF, o último caminho é o Supremo. Ai é outra história.
Flávio em Goiânia
O candidato a presidente da República Flávio Bolsonaro (PL) cumprirá agenda em Goiânia no próximo domingo (27), ao lado de Wilder Morais (PL). O ato é a grande aposta do candidato ao governo para impulsionar a sua campanha na reta final, enquanto para o presidenciável, o desembarque em Goiânia é visto como uma oportunidade de tirar votos de Ronaldo Caiado (PSD) em seu Estado natal.
Gayer favorito
Pesquisas internas do PL às quais a coluna teve acesso dão Gustavo Gayer (PL) como o candidato a senador mais votado em Goiás. A campanha de Gracinha Caiado (União Brasil) já teve acesso aos mesmos números e agora corre atrás do prejuízo. Nesta quinta-feira (25), caminhará pela região Noroeste de Goiânia ao lado do marido, Ronaldo Caiado (PSD).
Celina dispara na liderança – Além de várias pesquisas apontarem Celina Leão (PP) como favorita à reeleição no DF, caso José Arruda (PSD) seja afastado pelo TSE e seus votos fiquem nulos, Celina tende a vencer no primeiro turno.
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