Arruda diz que pretende cortar gastos para financiar metrô e hospitais no DF
Candidato ao GDF afirma que pretende reduzir despesas com aluguéis e subsídios do transporte para ampliar investimentos
O candidato ao Governo do Distrito Federal José Roberto Arruda (PSD) afirmou nesta quarta-feira (23) que pretende reduzir despesas da administração pública para financiar as propostas de investimento apresentadas durante a campanha. Entre as medidas citadas estão a revisão dos gastos com aluguéis de imóveis utilizados pelo governo e a redução dos subsídios pagos às empresas de ônibus.
Em entrevista ao O HOJE, Arruda foi questionado sobre como pretende viabilizar financeiramente propostas como o investimento de R$ 1 bilhão na modernização do Metrô-DF e a construção de novos hospitais. Segundo o candidato, a estratégia seria cortar despesas consideradas desnecessárias e direcionar os recursos para áreas como mobilidade e saúde.
“Eu tenho que investir R$ 1 bilhão no metrô existente para modernizá-lo, mas o governo paga R$ 1 bilhão de aluguel desnecessariamente. Eu vou acabar com os aluguéis e vou investir no metrô”, afirmou Arruda.
A declaração ocorreu no mesmo dia em que Arruda participou de uma sabatina do Conselho de Desenvolvimento Econômico, Sustentável e Estratégico do Distrito Federal (Codese-DF). No evento, ele voltou a defender o investimento de R$ 1 bilhão no sistema metroviário e apresentou propostas de expansão da rede.
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Candidato promete ampliar rede de metrô
Durante a sabatina, Arruda afirmou que pretende, após a modernização da estrutura atual, ampliar o metrô de Ceilândia em direção ao Condomínio Privê, passando pelo Sol Nascente, e chegar até Águas Lindas. Segundo ele, o projeto para esse trecho já estaria pronto.
O candidato também citou a criação de uma linha ligando Gama e Santa Maria, com possibilidade de extensão para municípios do Entorno, como Novo Gama, Valparaíso e Cidade Ocidental. Outra proposta apresentada foi a implementação do Veículo Leve sobre Trilhos (VLT) entre o Aeroporto Internacional de Brasília e a W3 Sul, no Plano Piloto.
Para o trânsito, Arruda afirmou que pretende construir uma quarta ponte sobre o Lago Sul, na altura da QI 28, com ligação por BRT para regiões como São Sebastião, Mangueiral e Jardim Botânico, de um lado, e Paranoá, Itapoã, Sobradinho e Planaltina, de outro.
O candidato também citou a criação da Via Interbairros, a construção do primeiro trecho do Anel Rodoviário e a realização de uma nova licitação para os contratos das empresas de ônibus.
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Subsídios dos ônibus entram na conta
Além dos aluguéis, Arruda citou os subsídios destinados ao transporte público como outra despesa que pretende revisar caso seja eleito.
“O governo paga R$ 2 bilhões de subsídio para as empresas de ônibus. Se eu fizer nova licitação e diminuir esse subsídio, eu posso construir mais linhas de metrô, mais hospitais”, declarou.
A proposta de realizar uma nova licitação para o transporte coletivo também foi apresentada por Arruda na sabatina do Codese-DF. A intenção, segundo o candidato, é reduzir o custo do sistema e liberar recursos para outras áreas.
A estratégia apresentada por Arruda, portanto, combina redução de despesas e redirecionamento de recursos para investimentos. Questionado especificamente sobre como pretende financiar o conjunto de propostas, ele resumiu a estratégia como uma revisão dos gastos públicos e fez críticas ao governo atual.
“O governo hoje de Brasília é perdulário, joga dinheiro ‘pelo ladrão’ e é por isso que não tem dinheiro para investimento”, afirmou.
Candidatura segue sob análise do TSE
Além das propostas para o governo, Arruda foi questionado sobre a situação jurídica de sua candidatura. O registro foi indeferido pelo Tribunal Regional Eleitoral do Distrito Federal (TRE-DF) em 3 de setembro. A Corte considerou que o candidato está inelegível em razão de condenações por improbidade administrativa relacionadas a processos da Operação Caixa de Pandora.
A defesa recorreu ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Na terça-feira (22), o Ministério Público Eleitoral se manifestou contra o recurso e defendeu a manutenção do indeferimento. O processo está sob relatoria do ministro Dias Toffoli.
No parecer, o MPE contestou a tese apresentada pela defesa de que mudanças na Lei da Ficha Limpa permitiriam a candidatura de Arruda em 2026. Segundo o órgão, caso considerada a segunda condenação colegiada, de dezembro de 2018, o prazo de inelegibilidade poderia se estender até 2030.
Apesar do indeferimento no TRE-DF, Arruda continua autorizado a realizar atos de campanha enquanto o recurso tramita na Justiça Eleitoral. O candidato também decidiu não indicar um substituto para a disputa, mantendo seu nome na campanha.
Questionado sobre o cenário durante a entrevista, Arruda afirmou ter confiança na manutenção de sua candidatura.
“Eu sou Arruda. Arruda evita mau-olhado. Se eu pensar negativo, eu ‘murcho’. Eu só tenho pensamento otimista. A minha candidatura foi registrada de acordo com a lei. Eu tenho absoluta convicção que o TSE vai reconhecer isso e eu vou estar lá na urna”, declarou.
Sobre a possibilidade de indicar um substituto, o candidato afirmou que pretende manter a disputa até o fim. “Meu nome já está na urna. Vou lutar até o fim. Não tenho dúvida. Eu sou guerreiro”, disse.
Até a publicação desta matéria, o recurso de Arruda permanecia pendente de decisão no TSE.
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