Alta dos combustíveis: Caminhoneiros ameaçam parar no dia 1º de novembro

Postado em: 18-10-2021 às 08h47
Por: Redação
Grevistas dizem que serão irredutíveis e cobram do governo federal providências práticas | Foto: Reprodução

Caminhoneiros participantes do Sindicato dos Transportadores Rodoviários Autônomos de Bens da Baixada Santista e Vale do Ribeira (Sindicam) e Associação Brasileira de Condutores de Veículos Automotores se reuniram no último dia 16, no Rio de Janeiro, e ameaçam parar a partir do dia 1º de novembro, caso o governo federal não atenda reivindicações da categoria, a exemplo do aumento do preço do diesel. Outras entidades representativas também podem aderir. Na pauta, a defesa da constitucionalidade do piso mínimo de frete e o retorno da aposentadoria especial após 25 anos de contribuição ao Insitituto Nacional de Seguro Social (INSS) são os pedidos principais.

Preço

A Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis registra em tabela no site o valor do diesel em Goiânia com variação de R$ 4.190 a de R$ 4.961. Em Aparecida de Goiânia, os valores apontados são de (R$ 4,912) mínimo e máximo (R$ 5.050). Apesar de o Brasil ser o sétimo maior produtor e exportador mundial de petróleo, o parque nacional de refino não produz combustíveis em quantidade suficiente para abastecer o mercado interno: faltam, em média, 15% da gasolina e entre 25% e 30% do diesel.

A greve não é apoiada pela Associação Brasileira dos Caminhoneiros (Abcam) que apoia o governo federal. Em entrevista, o presidente desta associação, José da Fonseca Lopes, disse que a entidade não apoia o movimento ao afirmar que a pauta do grupo oposicionista é muito extensa, e que ‘o principal para ser resolvido agora’ é a redução do preço do diesel. Na avaliação de José Fonseca a essência do que precisa ser reivindicado acaba por se perder.

No encontro, as associações de motoristas decidiram parar durante 15 dias. Representantes do Sindcam afirma ram que se não houver resposta de forma concreta em cima dos direitos do caminhoneiro autônomo a categoria será irredutível na paralisação. A notícia foi confirmada pelo presidente da Abrava,Wallace Landim, o Chorão.

Os grupos de caminhoneiros autônomos têm ameaçado novas paralisações desde o primeiro semestre deste ano, em meio a reivindicações de direitos para os motoristas independentes e diminuição do preço do diesel, vendido em média a R$ 4,912, segundo a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP).

Grevistas dizem que precisam de medidas mais práticas por parte do presidente Jair Bolsonaro (sem partido). Segundo Chorão, a proposta governista de lançar um programa de renovação de frota de caminhões seria uma forma de burlar queixas da categoria. Já a aprovação do projeto que altera cobrança de ICMS dos combustíveis pela Câmara é bem-vinda pelos caminhoneiros. (Da redação)

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