Com chuvas, buracos tomam conta das ruas e avenidas da Capital e causam transtornos aos motoristas

As principais preocupações de quem utiliza automóvel são com os locais cheio de buracos que trazem prejuízos financeiros e podem provocar acidentes

Postado em: 10-01-2022 às 08h11
Por: Daniell Alves
As principais preocupações de quem utiliza automóvel são com os locais cheio de buracos que trazem prejuízos financeiros e podem provocar acidentes | Foto: Reprodução

Os estragos causados pela chuva têm atingido a população do interior goiano e os problemas na Capital também se agravaram. Isto porque, com as chuvas, surgiram mais buracos nas vias, o que facilita a ocorrência de acidentes. Motoristas reclamam do aumento de problemas no asfalto e falta de sinalização.

Agora, as principais preocupações de quem utiliza automóvel para sair de casa são os locais cheios de buracos que trazem prejuízos financeiros e podem provocar acidentes. Moradora do setor Estrela Dalva, na região Noroeste, a vendedora Bruna Carvalho, 21 anos, reclama dos buracos constantes nas principais vias. “Principalmente à noite é muito perigoso passar de moto porque a gente não sabe se vai ter algum buraco, então todo cuidado é pouco. A manutenção dessas ruas tinha que ser mais rápida”, explica.

A Avenida Maria de Melo, na Vila Industrial Pedro, também enfrenta os mesmos problemas. Waldemir Borges, 47 anos, passa por lá para ir ao trabalho e conta que os condutores precisam se desviar dos buracos e também reclama da falta de sinalização adequada. Já em dias de chuvas, a situação piora. “Lá sempre foi cheio de buracos e demorou anos para que refizessem o asfalto. Mas em época de chuva os problemas voltam e ainda há falta de sinalização nos quebra-molas”.

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Os últimos locais que foram atingidos pelas chuvas em Goiânia e precisaram de manutenção asfáltica foram o Setor Central, Setor Centro-Oeste, Parque Amazônia, Parque Santa Rita, Bairro Goiá, Conjunto Aruanã, Jardim Curitiba, Jardim Nova Esperança, Recanto do Bosque, Jardim Guanabara e Jardim Atlântico

Tapa-buracos

A Secretaria Municipal de Infraestrutura (Seinfra) informa que tem trabalhado para diminuir os transtornos e que os endereços com problemas podem ser indicados pelo aplicativo Goiânia 24 horas e pelo WhatsApp e pelo Serviço de Atendimento ao Cidadão nos telefones 3524 8363 e 3524-8373 ou pelo WhatsApp 98493-7229.

De acordo com o secretário de Infraestrutura de Goiânia, Everton Sérgio Schmaltz, há 14 equipes que fazem trabalho de tapa-buraco na Capital de segunda a sábado. Aos domingos, três equipes continuam com os trabalhos. Além disso, destaca que pelo menos duas carretas com asfalto são usadas por semana para realização desse serviço e que tem atendido à demanda que chega à pasta.

O secretário ainda afirma que não tem faltado material para o trabalho e que o serviço foi intensificado depois que as chuvas ficaram mais constantes. Ele diz entender a necessidade de dar atenção a esse serviço e que não observa demora. “Às vezes o fornecedor demora dois dias para encaminhar o asfalto, mas não tem sido motivo para interromper o serviço. Todos os dias, mais de cem pessoas estão trabalhando neste serviço para evitar transtornos para a cidade”.

Conforme explica o titular, a Seinfra produz o Concreto Betuminoso Usinado a Quente (CBUQ) e tem sua própria pedreira para produzir a brita usada nos serviços municipais. O secretário diz que o goianiense pode ter a impressão de demora, mas afirma que tem atendido às demandas que chegam à pasta pelo registro.

Reparos

Everton Sérgio acrescenta que sempre que um endereço com problema é informado, a equipe comparece ao local e um encarregado acompanha para vistoriar a região e fazer os outros reparos que forem necessários.

Mesmo com o reforço na operação tapa-buracos, a prefeitura entende que o problema dos buracos nas ruas de Goiânia só será solucionado definitivamente com a conclusão do programa de reconstrução da pavimentação asfáltica de 630 km de ruas, avenidas e trechos de vias em 110 bairros de todas as regiões da cidade, que já foi iniciado no ano passado.

População deve ficar em alerta durante as chuvas

A orientação é que a população procure abrigos seguros diante de uma chuva de tempestade, evite áreas de alagamento para não haver possibilidade das pessoas ficarem ilhadas. Também evitem áreas de risco, como ambiente aberto de pasto e fazenda, nos casos de raios, para que ninguém seja atingido por algum.

Segundo a Defesa Civil, em casos de árvores próximas da residência que ofereçam riscos, os moradores precisam pedir ajuda ao ambiental para poda ou corte das plantas. Também oferecem risco à população infiltrações, rachaduras nas paredes e chãos, e o não plantio de bananeiras ou plantas de raízes curtas em morros. Além disso, quem mora em área de baixada, ao primeiro sinal do aumento do nível de água, deve se abrigar em locais altos e secos.

A pasta ressalta que medicamentos devem ser mantidos em locais seguros e documentações em mochilas impermeáveis, caso seja necessário abandonar a residência. “Águas de enchente estão sempre contaminadas e podem oferecer risco à saúde, como leptospirose ou doenças de pele, por isso é melhor evitar o contato”, diz o comunicado.

Se houver contaminação, como febre, vômito, diarreia e dores, é imprescindível procurar uma unidade de saúde próxima e informar o contato com a água de enchente. Como as inundações ocorrem repentinamente, o mais importante é priorizar a segurança própria e de familiares em detrimento de bens pessoais.

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