Justiça recebe denúncia contra motorista embriagado que tentou matar motociclista após discussão no trânsito

Postado em: 06-05-2022 às 15h10
Por: Rodrigo Melo
David se exaltou no momento e deu marcha a ré e em seguida atirou sua caminhonete sobre a motocicleta, arrastando-a por vários metros | Foto: TJ-GO

A 3ª Vara dos Crimes Dolosos contra a Vida e Tribunal do Júri de Goiânia recebeu nesta quinta-feira (05/5, a denúncia do Ministério Público de Goiás (MPGO) contra o pecuarista David Mendes Batista, de 42 anos, acusado de tentar matar Vinícius Henrique Gonçalves de Araújo após discussão no trânsito da capital. O crime aconteceu em 6 de dezembro de 2021, na Avenida C4, esquina com a Avenida C1, no Jardim América.

No dia do crime, David conduzia sua caminhonete em via pública embriagado, momento em que, na Avenida C1, efetuou uma manobra arriscada “fechando” Vinícius, que conduzia a motocicleta. Neste momento, a vítima buzinou, instante em que o motorista voltou para seu lado da pista. Em ato contínuo, Vinícius alcançou David ao pararem no semáforo, oportunidade em que questionou o motorista sobre a atitude dele.

David se exaltou no momento e deu marcha a ré e em seguida atirou sua caminhonete sobre a motocicleta, arrastando-a por vários metros, sendo previsível que Vinicius fosse atropelado e morto. Enquanto estava com a caminhonete sob o corpo, a motociclista instintivamente arrastou-se no asfalto e conseguiu se esquivar, tendo sofrido escoriações.

Conforme o MPGO, o motorista seguiu arrastando a moto que estava presa embaixo do veículo, e somente parou quando colidiu com um carro estacionado na via. A Polícia Militar foi acionada, e o David autuado em flagrante, tendo sido submetido a teste de alcoolemia que constatou sua embriaguez.

O juiz Jesseir Coelho de Alcântara atendeu o pedido do MP-GO, recebendo a denúncia contra David Mendes, entendendo que as provas eram suficientes para iniciar o processo. “A peça está embasada em dados empíricos, narrando acontecimento que se amolda, em tese, às coordenadas da figura típica esculpida no artigo 121, caput, c/c o artigo 14, inciso II, ambos do Código Penal, oportunizando ampla defesa”, destacou.

Compartilhe: