Golpe de extorsão: Operação da Polícia Civil prende suposta associação criminosa que furtou R$ 500 mil

Postado em: 23-06-2022 às 17h28
Por: Ana Bárbara Quêtto
A vítima repassou aos criminosos, aproximadamente meio milhão de reais, em razão das extorsões sofridas. | Foto: Reprodução/Polícia Civil

Na manhã desta quarta-feira (23/6), a Polícia Civil de Goiás, em parceria com a do Rio Grande do Sul, deu início a Operação Sem Fronteiras, com o objetivo de prender suspeitos que efetuaram golpes em Goiás. Cinco pessoas foram presas (temporariamente), e ainda foram cumpridas 12 medidas cautelares de busca e apreensão.

Durante os meses de janeiro, fevereiro e março deste ano, essa associação criminosa extorquiu um morador da cidade de Rio Verde, através das redes sociais. A vítima repassou aos criminosos, aproximadamente meio milhão de reais, em razão das extorsões sofridas.

No começo do ano, o homem de 30 anos entrou em contato com um perfil de uma mulher, no Instagram. Após alguns dias conversando com a suposta garota, ele recebeu mensagens do então “pai” da menina, alegando que ela era menor de idade e que aquelas conversas – de cunho sexual – a causaram severos constrangimentos. 

O “pai”, chegou a dizer que a menor iria precisar de tratamento psicológico e mencionou uma possível tentativa de suicídio. Para reparar os danos mentais e morais, exigiu-se uma compensação financeira da vítima. Em seguida, outros infratores, se passando falsamente por advogado e autoridades públicas, entraram em contato com o homem o informando do crime que havia cometido, relacionado à pedofilia.

As investigações seguem para identificar novos envolvidos no golpe, além de localizar a quantia que a vítima perdeu. Os investigados responderão pelos delitos de estelionato e extorsão.

Em Porto Alegre, os policiais também fizeram busca e apreensão na região metropolitana, especificamente nas cidades de Novo Hamburgo, Taquara e São Leopoldo. Até o momento,  três investigados não foram localizados.

A operação foi conduzida pelo Grupo de Repressão a Crimes Patrimoniais (Gepatri) de Rio Verde, através do cartório de crimes cibernéticos, e Delegacia de Repressão aos Crimes Informáticos e Defraudadores de Porto Alegre, com apoio das delegacias locais gaúchas.

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