Menor alega legítima defesa em morte de idoso em Anápolis

O corpo foi encontrado de barriga para baixo e com uma das pernas amarradas no pescoço

Postado em: 06-07-2022 às 07h52
Por: Lorenzo Barreto
O corpo foi encontrado de barriga para baixo e com uma das pernas amarradas no pescoço | Foto: Lorenzo Barreto

Uma jovem de 15 anos foi apreendida pela Polícia Civil (PC) suspeita de matar um idoso de 63 anos em Anápolis. O corpo foi encontrado de barriga para baixo e com uma das pernas amarradas no pescoço. Ela contou, com exclusividade, à reportagem do O Hoje, que teria sofrido uma tentativa de estupro e agiu em legítima defesa. 

W. que não será identificada, conta que o idoso estaria sob efeitos de drogas e álcool quando a tentativa de abuso começou. A jovem teria começado a gritar desesperadamente quando seus amigos ouviram e começaram a esfaquear e darem capacetadas no idoso. Um carro e pertences da vítima foram roubados após o crime.“Lá na região, todo mundo ficou sabendo disso rápido e pessoas aproveitaram para roubar “, afirma Piterson Maris, advogado da adolescente.

W não nega a participação no assassinato e no roubo de uma caminhote, que teria sido utilizado como meio de fuga. Já os outros itens, segundo a defesa da jovem, teriam sido levados por outras pessoas após a casa ficar vazia e destrancada. “Vim me apresentar com meu advogado, mas que fique claro que foi legítima defesa, desde os 7 anos eu sofro esse tipo de assédio, eu tenho trauma” afirma a jovem.

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Perseguição

Antônio Ferreira de Mesquita, assassinado pelos jovens, era pai de um perito criminal da Polícia Civil de Anápolis chamado Wesley Borges de Mesquita. Segundo a família de W., o jovem teria ameaçado e tentado matar a jovem e seu pai várias vezes desde agosto do ano passado. Ela contou à reportagem que morre de medo de sair na rua e que várias vezes teve que fugir para a roça e ficar trocando de cidade por medo de perseguição policial. A jovem também contou que sofreu uma tentativa de assassinato na cidade de Goianésia (GO), “De repente, 4 viaturas chegaram lá em Goianésia dando tiro em mim e no meu pai, mas graças a Deus, conseguimos fugir”, lembra W.

A família de W. implora que a condução daqui pra frente seja de forma justa e seguindo todos os protocolos da justiça. O advogado defende que a justiça correta deve ser feita e denuncia que a PM de Anápolis estava tentando ”fazer justiça com as próprias mãos”. (Especial para O Hoje)

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