Klara Castanho recebe apoio de artistas ao revelar gravidez e estupro em carta aberta

Antes de revelar que deu à luz a um bebê, fruto de um estupro, a atriz Klara Castanho escondia a gravidez da

Postado em: 26-06-2022 às 10h07
Por: Ana Bárbara Quêtto
Os rumores sobre a gravidez da jovem começaram após a aparição do colunista, Léo Dias, no programa do Danilo Gentilli. | Foto: Reprodução

Antes de revelar que deu à luz a um bebê, fruto de um estupro, a atriz Klara Castanho escondia a gravidez da internet, para preservar sua integridade mental. Meses após a violência, ela descobriu que estava gravida. Alguns dias depois já estava em trabalho de parto. Klara compartilhou sua história por uma carta aberta pelo Instagram, neste sábado (25/6).

Por ser vítima de estupro, a jovem de 21 anos tinha o direito de interromper a gestação, mas optou por seguir com a gravidez e entregar o bebê à adoção logo após o nascimento, de forma direta. A atriz entrou em contato com o Ministério Público, explicou que havia sofrido uma violência sexual e que não tinha condições de ficar com a criança.

Desde 2017, o Estatuto da Criança e do Adolescente (Eca) possui um artigo que possibilita a entrega voluntária de bebês à adoção, com o objetivo de evitar práticas proibidas no Brasil, como o aborto. Prática que vem sendo discutida cada vez mais entre políticos e ativistas, com o passar dos anos.

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No momento do nascimento, Klara optou por ficar sozinha na sala de cirurgia. No dia seguinte, sua mãe foi visitá-la, tendo, assim, nenhum contato com o bebê. No caso da artista, por ser uma adoção voluntária e direta, os adotantes buscaram a criança no hospital. Dessa forma, ela nunca teve contato com algum abrigo.

Leia a carta:

Repercussão e apoio

Ainda na noite de ontem, Castanho recebeu recados pelas redes sociais. Sua mãe na Novela ‘Amor à vida’, Paolla Oliveira, postou em seu Twitter: “Filhota, você é muito especial e eu estarei sempre ao seu lado. Você é maior do que qualquer um ou uma que queira se promover o ódio com seu nome. Amo você”.

“Sinta meu abraço. Sinta-se acolhida por todos que te respeitam. É o que importa sempre, focar no respeito, no amor e na justiça”, escreveu Paolla.

A atriz, Taís Araujo também se comunicou com Klara através das redes sociais, dessa vez, pelo Instagram. “Klara, te mandei uma mensagem no privado, mas me achei na obrigação de vir te acolher publicamente, já que a violência que sofreu e a sua dor tornaram-se públicas sem que fosse um desejo seu, sem que fosse garantido o seu direito à privacidade”, disse.

“Te conheço desde de criança, conheço sua mãe, sua família e tenho muito respeito e amor por vcs. Se cuide, se proteja e se preserve. Todo meu amor e respeito’, concluiu a artista.

Os rumores sobre a gravidez da jovem começaram após a aparição do colunista, Léo Dias, no programa do Danilo Gentilli, embora não tenha revelado o nome da atriz. Alguns dias depois, Antônia Fontenelle criticou a “atriz de 21 anos” pelo ocorrido, mas também sem citar nomes.

Segundo a youtuber, a história foi contada a ela pelo escritor, que teria sido convencido por Klara a não publicar a notícia. Logo, os internautas suspeitaram que se tratava de Klara Castanho, colocando o nome da ex-atriz-mirim entre os assuntos mais comentados do Twitter, na tarde deste sábado (25/6).

Fontenelle desde então, vem recebendo ataques na internet, por ter criticado a jovem. Na noite de ontem, a famosa ocultou os comentários de suas publicações:

Negligência médica

Após o momento traumático do abuso sexual, Klara contou o ocorrido apenas à sua família. Ao descobrir a gravidez, contou também ao médico que estava a atendendo. Sem compaixão perante a artista, o profissional a obrigou a escutar as batidas do coração do feto.

“Esse profissional me obrigou a ouvir o coração da crianças, disse que 50% do DNA eram meus e que eu seria obrigada a amá-lo. Essa foi uma da série de violências que aconteceram comigo”, conta Klara em um trecho da nota.

Posterior ao parto, ainda anestesiada, a atriz escutou uma enfermeira comentando sobre seu parto. “Ainda anestesiada do pós-parto, fui abordada por uma enfermeira que estava na sala de cirurgia. Ela fez perguntas e ameaçou: “Imagina se tal colunista descobre essa história”. […] Quando cheguei no quarto já havia mensagens do colunista”, revela.

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