Justiça bloqueia bens de sete investigados por fraude em licitação de vias públicas em Formosa

A partir de denúncia oferecida pelo Ministério Público de Goiás, a Justiça do estado bloqueou os bens de sete investigados, suspeitos de praticarem fraude em licitação. Além de suspender a empresa Mult x Service Ltda, em Formosa, de efetuar contratos com o poder público nas esferas municipal, estadual e federal.

Postado em: 14-07-2022 às 16h57
Por: Ana Bárbara Quêtto
Entres os delitos, uma fraude envolveu um contrato de recuperação de vias públicas, firmado com o município no valor de R$ 13.226.000,00 | Foto: Divulgação

A partir de denúncia feita pelo Ministério Público de Goiás, a Justiça do estado bloqueou os bens de sete investigados, suspeitos de praticarem fraude em licitação. Além de suspender a empresa Mult x Service Ltda, em Formosa, de efetuar contratos com o poder público nas esferas municipal, estadual e federal.

Outros supostos crimes cometidos pelo grupo foram: falsificação de documentos, corrupção ativa, passiva e peculato. Entres os delitos, uma fraude envolveu um contrato de recuperação de vias públicas, firmado com o município no valor de R$ 13.226.000,00.

Segundo o promotor de Justiça Douglas Chegury, entre janeiro de 2017 e agosto de 2018, a prefeitura de Formosa consumou diversas licitações para a suposta recuperação de ruas asfaltadas. Com isso, durante esse período, seis processos licitatórios foram realizados.

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Suspeitos

O promotor ainda afirma que, devido a pequena quantidade de materiais adquiridos para a execução das vias, houve fraude na prestação do serviço contratado. A denúncia também aponta que as falsificações foram propiciadas pelo envolvimento de Luís Gustavo, Tarlley Iamaro e Luann Costa, fiscais que teriam recebido propina para facilitar os desvios.

Já o secretário de obras Jorge Saad, de acordo com a denúncia, teria exigido que uma engenheira e fiscal de contratos atestassem falsamente às medições de cumprimento contratual. E, por último, o ex-controlador interno do município Humberto Marques omitiu a suposta irregularidade nos procedimentos, conforme o processo.

Dessa forma, os investigados André de Souza, Vanessa Maris Araújo Fernandes e Humberto Marques tiveram bloqueados R$ 13.226.000,00 de seus bens. Já Tharlley Iamaro de Araújo perdeu R$ 2.745.108,94, Luís Gustavo Nunes de Araújo R$ 1.481.044,82; Jorge Saad Neto R$ 2.958.973,10 e Luann Costa Angelino R$ 3.074.109,88.

O Hoje entrou em contato com a Mult x Service Ltda, mas até a data de publicação desta matéria não obteve resposta. O espaço continua aberto para posicionamento.

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