Após confirmação de casos da varíola dos macacos em Goiânia, Amma emite alerta sobre maus tratos

Bióloga esclarece que “nada de anormal foi constatado nem nos animais que vivem nos parques, nem naqueles que residem nas unidades de conservação”

Postado em: 15-07-2022 às 07h41
Por: Rodrigo Melo
Bióloga esclarece que “nada de anormal foi constatado nem nos animais que vivem nos parques, nem naqueles que residem nas unidades de conservação” | Foto: Reprodução/Paulo José

Diante da confirmação de dois casos de Monkeypox na capital, a Agência Municipal de Meio Ambiente (Amma) alerta que maus tratos e agressões de animais são atos passíveis de multa e detenção. Responsável pelos cuidados com os animais, a Amma assegura o monitoramento constante dos macacos residentes nos parques municipais e unidades de conservação.

O acompanhamento da rotina dos macacos e demais animais cujo habitat são os parques da capital também são feitos pela Amma. A bióloga Wanessa de Castro afirma que o trabalho consiste na avaliação constante do comportamento dos bichos, e na observação da existência de sinais de qualquer tipo de doença.

A profissional esclarece que “nada de anormal foi constatado nem nos animais que vivem nos parques, nem naqueles que residem nas unidades de conservação”. Wanessa aponta, então, que “não oferecem risco quanto à transmissão do vírus”.

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Transmissão da Varíola dos macacos

O vírus Monkeypox foi descoberto em 1958, em grupo de macacos de um laboratório dinamarquês, daí, o nome popularizado como “varíola dos macacos”. Wanessa pontua que, apesar disso, o vírus também tem roedores como possíveis portadores, segundo informações da Organização Mundial de Saúde (OMS).

“De forma alguma as pessoas devem maltratar ou matar esses animais, um crime ambiental passível de multa e detenção”, alerta. A punição consta no Art. 32 da Lei Federal 9.605/98.

No entanto, a bióloga ressalta os riscos na interação entre os visitantes dos parques e os macacos, o que acarreta problemas de contaminação com doenças humanas e saúde agredida pela ingestão de alimentos industrializados.

“São animais de vida livre, então, essa interação deve se limitar à contemplação, não só dos macacos, como dos outros animais silvestres”, alerta.

Wanessa lembra de caso recente no qual uma fêmea de macaco-prego teve um membro necrosado em consequência do corte em uma latinha de refrigerante. “Quando a capturamos, a infecção estava avançada, então precisamos amputar a mão o que, felizmente, não acarretou em maiores consequências para a vida dela”, conta.

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