Sexta-feira, 03 de fevereiro de 2023

Homem que confessou ter matado Luana Alves é investigado pelo desaparecimento de outra menina

O Grupo de Investigação de Desaparecidos (GID) ainda irá ouvir novas testemunhas

Postado em: 06-12-2022 às 16h32
Por: Ana Bárbara Quêtto
O Grupo de Investigação de Desaparecidos (GID) ainda irá ouvir novas testemunhas | Foto: Divulgação

Por apresentar características semelhantes ao caso da morte de Luana Marcelo Alves, o caso do desaparecimento da estudante Thaís Lara da Silva, de 13 anos foi reaberto pela Polícia Civil.

A menina desapareceu em 2019, em Goiânia, no mesmo setor que Luana. De acordo com a corporação, o ajudante de pedreiro Reidimar Silva também pode estar envolvido.

“A vítima está desaparecida desde 2019. Agora, surgiram novas informações e retomamos o caso. As duas vítimas apresentam características semelhantes de porte físico e de idade. Vamos fazer novas diligências e ouvir novas testemunhas”, disse a delegada do Grupo de Investigação de Desaparecidos (GID), Ana Paula Machado, que assumiu nesta semana a investigação do desaparecimento.

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Após ir sozinha a uma feira do bairro, Thaís desapareceu. À época, Reidimar era vizinho da criança e estava em liberdade condicional depois de sair da cadeia por um caso de estupro.

O Grupo de Investigação de Desaparecidos (GID) ainda irá ouvir novas testemunhas, inclusive o próprio Reidimar nos próximos dias.

O caso Luana Alves

O corpo de Luana Marcelo, que desapareceu após ir a uma padaria no setor Madre Germana 2, foi encontrado na manhã do dia 29 de novembro. Investigação promovida pela Polícia Civil de Goiás (PCGO) levou até o suspeito Reidimar Silva, morador da região e que foi filmado circulando de carro pelas redondezas em horário próximo ao do desaparecimento. Ele foi preso e confessou o crime.

Durante a confissão à polícia, Reidimar contou que mentiu para a menina, dizendo que estava devendo dinheiro aos pais dela, e pediu que ela entrasse no carro para ir até a casa deles. No entanto, ele a levou para própria residência, que alugou a cerca de oito dias no mesmo.

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Além disso, também revelou que tentou estuprá-la antes do homicídio. Ela resistiu e, diante da negativa, o suspeito a enforcou até a morte. Depois ele ainda tentou queimar o corpo e o enterrou no quintal da casa.

No carro de Reidimar foram encontrados diversos fracos de cocaína. Ele foi encaminhado ao Instituto de Criminalística para retirar material genético. Segundo a delegada Caroline Borges Braga, responsável pelo caso, o suspeito deverá responder pelos crimes de estupro de vulnerável tentado, homicídio qualificado e ocultação de cadáver. Somadas, as penas podem passar de 30 anos de prisão.

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