Sexta-feira, 27 de janeiro de 2023

MPGO investiga desvios de recursos públicos em 34 municípios

O objetivo da operação é cumprir 22 mandados de prisão e 50 mandados de busca e apreensão em endereços relacionados ao grupo criminoso

Postado em: 07-12-2022 às 11h23
Por: Mariana Fernandes
O objetivo da operação é cumprir 22 mandados de prisão e 50 mandados de busca e apreensão em endereços relacionados ao grupo criminoso | Foto: Divulgação/ MPGO

O Ministério Público de Goiás realiza, na manhã desta quarta-feira (07), a segunda fase da Operação “Limpeza Geral”, que tem como objetivo investigar uma organização criminosa envolvida em fraudes a licitações, desvios de recursos públicos, lavagem de dinheiro, dentre outros crimes, ocorridos em 34  municípios de Goiás.

São 16 cidades de Goiás e Tocantins. Entre elas as capitais dos dois estados. Também são alvos de mandados de busca e apreensão os municípios de Aparecida de Goiânia, Anápolis, Nerópolis, Leopoldo de Bulhões, Campo Limpo de Goiás, Silvânia, Pirenópolis, Luziânia, Iporá, Rubiataba, Araguapaz, Uruaçu, Campos Verdes e Crixás. 

Segundo o MPGO, há suspeita de envolvimento de agentes públicos, que forjavam a contratação direta (sem licitação) das empresas para viabilizar desvios de recursos públicos. Entre os serviços usados para o crime estão a locação de equipamentos e estruturas para shows e eventos e contratação de cantores sertanejos, fornecimento de mão de obra, serviços de limpeza, locação de veículos, e até materiais higiênicos e hospitalares destinados ao combate da Covid-19.

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O objetivo da operação é cumprir 22 mandados de prisão preventiva e 50 mandados de busca e apreensão em endereços relacionados ao grupo, que recebeu, entre 2015 e 2022, mais de R$ 300 milhões em empenhos pagos por municípios do Estado.

De acordo com as investigações do Ministério Público, o grupo criminoso criou várias empresas em nomes de “laranjas”, que eram usadas para simular concorrências em licitações. A juíza titular da Vara Especializada, Placidina Pires, determinou também o sequestro e bloqueio de bens no valor de R$172.103.335,03 em relação a 26 investigados e 21 empresas.

Em nota publicada nas redes sociais,  a Prefeitura de Nerópolis declarou  que o processo licitatório seguiu todos os trâmites legais, que os serviços de fato foram executados sem gerar danos aos cofres públicos. A gestão municipal de Nerópolis disse ainda que vai colaborar com as investigações.

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