Segunda-feira, 25 de setembro de 2023

Primeiro caso de gripe aviária em patos é confirmado em Minas Gerais

A pasta explicou que a detecção de um novo subtipo do vírus não tem relação com os focos confirmados de alta patogenicidade (H5N1)

Postado em: 02-06-2023 às 10h31
Por: Rodrigo Melo
Imagem Ilustrando a Notícia: Primeiro caso de gripe aviária em patos é confirmado em Minas Gerais
A pasta explicou que a detecção de um novo subtipo do vírus não tem relação com os focos confirmados de alta patogenicidade (H5N1) | Foto: Dario Sanches

Minas Gerais registrou seu primeiro caso de gripe aviária, encontrado em um pato de vida livre. O animal é da espécie Cairina moschata, da cidade de Pará de Minas. Em nota, o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) destacou que se trata de um caso de influenza aviária de baixa patogenicidade (H9N2), que geralmente causa pouco ou nenhum sinal clínico nas aves.

A pasta explicou que a detecção de um novo subtipo do vírus não tem relação com os focos confirmados de alta patogenicidade (H5N1) em aves silvestres nos estados do Espírito Santo, Rio de Janeiro e Rio Grande do Sul, que podem causar graves sinais clínicos e altas taxas de mortalidade. “Não requer a aplicação de medidas emergenciais e não compromete a condição do Brasil como país livre de IAAP [influenza aviária de alta patogenicidade]”.

“O Mapa reforça que a influenza aviária de baixa patogenicidade não é uma doença de notificação obrigatória à Organização Mundial de Saúde Animal (OMSA) e não traz restrições ao comércio internacional de produtos avícolas brasileiros”.

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Subtipos da gripe aviária

Ainda segundo a pasta, os diversos subtipos do vírus da influenza aviária podem infectar esporadicamente outras espécies, como mamíferos, incluindo pessoas. Os casos de infecção humana, entretanto, são considerados esporádicos e relacionados à exposição sem proteção adequada às aves doentes, não havendo registro de transmissão entre humanos.

Novos focos da gripe aviária

Na quinta-feira (1º), foram confirmados mais seis focos de influenza aviária de alta patogenicidade (H5N1) no país, totalizando 19 confirmações de focos em aves silvestres no Brasil.

Dentre os seis casos recentes, quatro foram identificados no Espírito Santo, sendo três no município de Marataízes – nas espécies Thalasseus acuflavidus (trinta-réis de bando), Thalasseus maximus (trinta-réis-real) e Nannopterum brasilianum (biguá) – e um no município de Guarapari – Thalasseus acuflavidus (trinta-réis de bando).

Os outros dois casos recentes foram identificados no Rio de Janeiro, ambos na espécie Thalasseus acuflavidus (trinta-réis de bando).

Goiás sob alerta

Agência Goiana de Defesa Agropecuária (Agrodefesa), intensifica as medidas de prevenção e vigilância da gripe aviária.

O presidente da Agrodefesa, José Essado, alertas as indústrias, criadores, produtores integrados, responsáveis técnicos pelas empresas, profissionais da medicina veterinária, agentes da cadeia produtiva e a população em geral para que redobrem os cuidados, contribuindo para evitar a chegada da gripe aviária ao Estado. A doença pode causar danos à saúde das pessoas e grandes prejuízos aos criadores e à economia.

“É fundamental que todos façam sua parte e coloquem em prática as medidas estabelecidas pelo Serviço Veterinário Oficial, em especial as normas de biosseguridade. E, principalmente, que qualquer modificação no comportamento e na saúde das aves seja imediatamente notificada à Agrodefesa, que está preparada para adotar as medidas necessárias”, reitera José Essado.

Leia também: Ministérios se reúnem para discutir medidas preventivas contra gripe aviária

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