Além do arco-íris: conheça as outras bandeiras do Orgulho LGBTQIA+

Postado em: 13-06-2021 às 09h00
Por: Victoria Lacerda
A comunidade celebra o #Orgulho de várias maneiras diferentes | Foto: Reprodução

Junho é o mês do orgulho, quando as comunidades LGBTQIA+, sigla que inclui lésbicas, gays, bissexuais, transexuais, queers, intersexuais, assexuais e outras sexualidades e identidades de gênero, de todo o mundo se reúnem e celebram a liberdade de serem elas mesmas. 

Vários eventos são realizados em todo o mundo durante o mês como forma de reconhecer a influência que as pessoas LGBTQ + tiveram ao longo da história. Além de ser uma celebração de um mês repleta de eventos, o Orgulho é uma oportunidade para protestar pacificamente e aumentar a conscientização política sobre os problemas atuais da comunidade e além.

A bandeira do arco-íris é amplamente conhecida como o símbolo do movimento LGBTQ+, mas sabia que ela não é a única? Cada uma dessas letrinhas possui uma bandeira e cores que as representam. Além da questão da representatividade, os outros membros da sigla também têm pautas próprias.

Veja quais são algumas das bandeiras que compõem o movimento LGBTQ+:

Orgulho homossexual

A tradicional bandeira arco-íris foi criada em 1978 pelo ativista gay Gilbert Barker. Ele dispôs originalmente oito faixas, com o seguinte significado: rosa para a sexualidade, vermelho para a vida, laranja para a saúde, amarelo para o sol, verde para a natureza, azul para a arte, índigo para a harmonia e violeta para o espírito.

Orgulho lésbico

Existem duas bandeiras usadas pelo movimento de mulheres lésbicas: a primeira resignifica um símbolo nazista do triângulo negro invertido, utilizado par identificar “mulheres indesejáveis”. A segunda, mais recente, surgiu no blog “This Lesbian Life” em 2010 e foi criada por mulheres lésbicas com uma expressão de gênero mais feminina, e que se sentiam excluídas.

Orgulho bissexual 

O movimento Bissexual tem a bandeira de três cores, sendo elas rosa, roxo e azul. A faixa de cor de rosa representa a atração sexual ao mesmo sexo; a faixa azul representa a atração ao sexo oposto e a lavanda, que representa a atração por ambos os sexos.

Orgulho transgênero

A bandeira do orgulho transgênero foi criada em 1999 por Monica Helms. As faixas azul claro representam a cor tradicional dos homens, e as faixas em rosa claro representam a cor tradicional para mulheres. As faixas brancas representam aqueles que são intersex ou estão em transição, ou que se identificam com o gênero neutro ou não têm gênero definido.

Orgulho pansexual

De criador desconhecido, a bandeira do orgulho pansexual – pessoas que não se atraem por nenhum gênero em particular, mas por pessoas em geral – surgiu na internet em meados de 2010, através do twitter. A cor rosa representa as mulheres; azul, os homens; e o amarelo são pessoas que não se encaixam nesses dois gêneros (não-binários e sem gênero, por exemplo).

Orgulho não binário

Pessoas não binárias não se identificam totalmente com o gênero masculino ou com o feminino. Em 2014, a bandeira foi criada pelo ativista Kye Rowan, à época, com 17 anos. A faixa amarela representa pessoas não binárias, a branca é para aqueles que se identificam com vários gêneros ao mesmo tempo, a roxa é para quem se define como uma mistura entre masculino e feminino, e a preta representa pessoas que não se identificam com gênero algum.

Orgulho intersexo 

Pessoas intersexo são aquelas que, ao nascer, não possuem características biológicas masculinas ou femininas definidas, ou que nasceram com ambos os sexos. A bandeira, criada em julho de 2013 pela entidade Intersex Human Rights Australia, é toda amarela — cor definida para representar as pessoas intersexo — com um círculo roxo ao centro. O círculo fechado representa completude: quem nasce intersexo é completo e não tem “partes faltando”. A cor roxa, presente na maioria das bandeiras de orgulho LGBTQ+, significa luta.

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