Pós-pandemia: cresce o número de compradores por e-commerce

A comodidade de escolher sem sair de casa, no horário que quiser, chama a atenção dos consumidores

Postado em: 07-07-2022 às 09h05
Por: Mariana Fernandes
A comodidade de escolher sem sair de casa, no horário que quiser, chama a atenção dos consumidores | Foto: Reprodução

Ao contrário dos comércios físicos, que foram prejudicados com a pandemia global e o isolamento social, o mercado de e-commerce, que já estava passando por uma expansão, foi alavancado. Em situações que requerem a adoção de estratégias para se revitalizar no mercado, a fim de que ele sobreviva, fez com que as vendas virtuais não apenas crescessem, mas se tornassem a principal fonte de renda para alguns investidores.

ova mudança estava ocorrendo no mercado global. Com a necessidade do uso da internet, principalmente, para o essencial, como trabalho e estudo, a tecnologia também se mostrou uma forte aliada de grandes e pequenas empresas, que observaram no e-commerce uma forma de conseguir alcançar novos clientes.

Até alguns anos atrás, ter acesso a esse tipo de comercialização era muito caro, burocrático e complexo. Mas, com o tempo, a internet proporcionou o surgimento de plataformas e ferramentas que facilitam as negociações via comércio eletrônico.

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Para os internautas, o e-commerce não foi lucrativo apenas para os comerciantes virtuais, mas para os consumidores. A comodidade de comprar sem sair de casa, de fazer as compras no horário que quiser, de conseguir encontrar produtos mais baratos que em loja física e de adquirir economia de tempo se destacou.

Clientes como dona Angela Paradelas, professora e consumidora constante da web, em entrevista para a Agência Brasil, relatou que comprar pela internet é um meio de pesquisar preços e de não pagar frete. “Compro regularmente pela praticidade e pelo preço, mas procuro sempre o frete gratuito e faço muita pesquisa.” O empresário Diego Dominguez, que também compra nos e-commerces frequentemente, diz adquirir de tudo, exceto roupas por esses canais. “Geralmente compro coisas que eu conheço muito a respeito, me permite escolher o que mais atende às minhas expectativas, mas não costumo comprar vestuário, gosto de experimentar.”

Desafios

Para os microempreendedores, o mercado de e-commerce oferece oportunidades, mas também grandes desafios. O presidente do SPC Brasil, Roque Pellizzaro, contou que “o consumidor online está em busca de experiências de compra que combinam praticidade, percepção de valor e satisfação com cada produto”. “Quem dita boa parte das regras neste negócio são os clientes. Eles vão às compras no momento que julgam ser mais adequado e sempre estão em busca de preços competitivos, sem abrir mão da qualidade do produto.” 

Outro fato de relevância é a segurança dos usuários. De acordo com a pesquisa, os consumidores dão nota 7 para o grau de segurança nas compras. Apenas 20% dos entrevistados garantem se sentirem totalmente seguros ao fazer compras pela internet.

Para o presidente da empresa, tanto para os que compram quanto para os que vendem é necessário o cuidado com a integridade de dados pessoais e bancários dos usuários. 

Maiores e-commercers do País

No ranking de maiores e-commerces do País, de acordo com uma última pesquisa da Conversion, somando web + apps, não houve grandes mudanças. As maiores movimentações foram no 123Milhas, que caiu cinco posições, e a Centauro, que chegou à 22º posição.

Entre as empresas mais procuradas pelos consumidores na modalidade estão Mercado livre, Shoppe, Amazon Brasil, Americanas, Magalu, AliExpress, iFood, Casas Bahia, Netshoes e Shein, que se destacam na venda de presentes, moda e acessórios, jóias, peças de vestuário, calçados, produtos domésticos, estéticos e eletrônicos.

No último ano, o e-commerce brasileiro registrou recorde de R $161 bilhões devido ao crescimento no número de pedidos. Só em 2021 foram feitas mais de 353 milhões de entregas, principalmente em regiões como Sudeste e Nordeste do País.

Para Paulina Dias, head de Inteligência da Neotrust, “o varejo online continua com tendência de crescimento, mesmo após a flexibilização das restrições devido à pandemia e a retomada gradual do comércio físico”. “Apenas no 4° trimestre de 2021, no Brasil, foram realizados 101,6 milhões de pedidos, contra 86,6 milhões em 2020. E o faturamento atingiu R $46,4 bilhões em 2021.”

Já em 2022, a receita do e-commerce deve crescer cerca de 9%, atingindo um faturamento recorde de R$ 174 bilhões neste ano. Apesar de ser uma alta positiva, a inflação, o dólar elevado e a projeção pessimista do PIB brasileiro são fatores que podem impactar negativamente o crescimento do varejo online.

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