E-commerce irá movimentar R$ 25,6 trilhões no mundo em 2022, aponta estudo

Postado em: 19-06-2022 às 08h00
Por: Ana Bárbara Quêtto
Para 2022, a estimativa é de um aumento de 2,2 pontos, atingindo 21%, equivalente a U$ 5,5 trilhões (R$ 25,6 trilhões) no mundo todo | Foto: Reprodução

Durante esses dois anos, a pandemia teve um impacto direto no comércio. Apesar do avanço da vacinação no mundo, a retomada do presencial e a diminuição dos casos de Covid-19, estudos ainda apontam para o crescimento do e-commerce. Segundo uma pesquisa feita pela eMarketer, empresa de pesquisa de mercado, o número de vendas on-line em 2020 chegou a 17,8%.

Para 2022, a estimativa é de um aumento de 2,2 pontos, atingindo 21%, equivalente a U$ 5,5 trilhões (R$ 25,6 trilhões) no mundo todo. O levantamento também fez uma projeção para 2025. Daqui a três anos, avalia-se uma projeção de 3,5%, completando 24,5% de vendas. Alcançando um crescimento de 6,7 pontos percentuais em um período de cinco anos.

Neste cenário, muitas vezes empreendedores optam por unificar a sua produção em um único lugar e diminuir os gastos abrindo um comércio on-line, ao invés de uma loja física. “O comércio eletrônico não é um luxo, nem uma estratégia. Ele é transfronteiriço e se tornou uma necessidade”, afirma o consultor de negócios Vinicius Ribeiro.

E-commerce: o que é e quais são as vantagens?

O e-commerce, electronic commerce, ou comércio eletrônico, é um tipo de comercialização de produtos pela qual a compra é de forma on-line, através da internet. As transições financeiras são feitas totalmente via internet, por dispositivos eletrônicos, como computadores, telefones celulares ou tablets. O pagamento é feito, geralmente, por cartões de crédito ou débito e agora, PIX.

A partir do comércio eletrônico, as marcas criam lojas virtuais próprias, ou em outras plataformas como o Instagram, que recentemente criou uma aba de comércio dentro do aplicativo. É possível comercializar praticamente tudo, desde comidas até móveis. Para o cliente é ainda mais simples. Basta acessar o site, ou rede social, a qualquer hora do dia de qualquer lugar com acesso à internet, escolher o produto, pagar por meio de uma das formas de pagamento disponíveis e receber o item dentro do prazo determinado.

Por ser um trabalho, na maioria das vezes, remoto, o e-commerce pode ser uma opção de renda extra, uma vez que o dono da marca pode operar de casa. A estudante de direito, Maria Isabella Camurça, conta ao O Hoje que foi exatamente este o motivo para a criação da sua loja.

“Primeiro que eu precisava de uma nova renda, porque o Brasil está passando por uma situação difícil, todo mundo tem que fazer o seu dinheiro. O e-commerce também é uma opção um pouco mais fácil de gerenciar e de manter, até porque não precisa de um local físico com muitos custos”, explicou a jovem de 20 anos.

As dificuldades

Para Camurça, a única adversidade que a doceria enfrenta é a falta de conhecimento prévio sobre o mundo dá internet. “Para manter e realmente prosperar o seu negócio on-line, você precisa ter um conhecimento prévio, ou pelo menos aprender rápido na prática o que a gente tem que lidar com a internet, com as redes sociais que nós usamos”, disse Maria.

“Nós conseguimos ter acesso a várias pessoas através do virtual. A gente tem que ter toda essa visão de credibilidade, como as pessoas vão enxergar o nosso produto. Além de conhecimento de estratégias das redes sociais, que muitas vezes a gente nem sabe que existem”, pontuou.

O comércio digital no Brasil

De acordo com pesquisa da plataforma de e-commerce NuvemShop, em 2021 pequenas e médias empresas no Brasil faturaram mais de R$ 2,3 bilhões com vendas online. Valor de 77% acima do registrado no mesmo período no ano passado. “Em 2021, ter uma loja online deixou de ser uma alternativa e passou a ser uma condição fundamental para as PMEs”, relatou Alejandro Vázquez, cofundador de uma empresa de consultoria de mercado.

“Saímos de 2020, um ano marcado pela intensa transformação digital, e chegamos em 2021, época de consolidar a presença no mundo online”, ressaltou. No entanto, o e-commerce brasileiro, em 2021, somou R$ 219,47., um aumento de apenas 4% em relação ao de 2020.

Em 2021, os cinco segmentos que mais faturaram com e-commerce no Brasil foram: moda (R$ 895,4 milhões), saúde e beleza (R$ 146,5 milhões), acessórios (R$ 114 milhões), eletrônicos (R$ 82 milhões) e casa e jardim (R$ 79 milhões). Ainda conforme o estudo, o cartão de crédito foi a principal opção de pagamento dos consumidores, com 54% dos pedidos pagos no ano.

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