Após chamar vacinação infantil de ‘infanticídio’, post de Malafaia é removido das redes sociais

A publicação gerou repercussão de internautas, e além desse post, ao todo, 11 publicações do líder evangélico já foram removidas pelo Twitter.

Postado em: 11-01-2022 às 10h32
Por: Alexandre Paes
A publicação gerou repercussão de internautas, e além desse post, ao todo, 11 publicações do líder evangélico já foram removidas pelo Twitter. | Foto: Reprodução/Internet

O Twitter removeu na noite da última segunda-feira (10/1) uma mensagem do pastor Silas Malafaia, que chamou de “infanticídio” a vacinação infantil contra a covid-19. A publicação gerou repercussão de internautas, que lançaram a hashtag #DerrubaMalafaia e solicitaram a remoção imediata da publicação. Ao todo, 11 postagens do líder evangélico já foram removidas pela rede social.

A vacinação do público infantil contra a covid-19 foi aprovada pela Anvisa há três semanas, em 16 de dezembro de 2021. Para a tomada de decisão, a agência analisou um estudo feito com 2.250 crianças que comprovou que o imunizante da Pfizer é seguro e eficaz, com benefícios que superam os riscos.

O Ministério da Saúde chegou a elaborar uma consulta pública sobre o tema. No questionário, que recebeu críticas de sociedades médicas e científicas, a maioria dos participantes já havia rejeitado a obrigatoriedade de prescrição médica para vacinar crianças, deixando como forma opcional dos responsáveis a escolher ou não a imunização desse público.

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Malafaia é um dos aliados do presidente Jair Bolsonaro (PL), que frequentemente critica as vacinas e tem se manifestado contra a vacinação de crianças, que já acontece em países como Chile e Estados Unidos, por exemplo. Em 16 de dezembro, Bolsonaro anunciou ter pedido os nomes dos técnicos da Anvisa responsáveis por aprovar a vacina ao público infantil, dizendo querer “divulgar o nome dessas pessoas”.

No dia 5 de janeiro, o Ministério da Saúde anunciou a inclusão de crianças entre 5 e 11 anos no plano nacional de vacinação contra a covid-19, mas sem a exigência de prescrição médica, como havia antecipado o ministro Marcelo Queiroga em dezembro.

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