Promotor é acusado de agressões contra vítima de estupro

Violento e agressivo, Theodoro Alexandre da Silva Silveira realizou apologia ao estupro contra garota que havia sofrido abusos do próprio pai

Postado em: 09-09-2016 às 16h45
Por: Redação
Violento e agressivo, Theodoro Alexandre da Silva Silveira realizou apologia ao estupro contra garota que havia sofrido abusos do próprio pai

Da Redação

Um caso de estupro investigado no interior do Rio Grande do Sul, veio à tona nesta semana e tem chocado a população nas redes sociais. Tramitado entre 2013 e 2014, o processo tomou conta das redes devido à descoberta de agressões verbais à vítima de até então 14 anos de idade realizadas pelo promotor responsável.

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Violento e agressivo, Theodoro Alexandre da Silva Silveira realizou apologia ao estupro e acusou a garota de ser uma “criminosa”. Na ocasião, ele chegou a fazer ameaças à vítima que sofreu abusos sexuais do próprio pai.

No trecho destacado, o promotor escracha “Sabe que tu é uma pessoa de muita sorte, porque tu é menor de 18, se tu fosse maior de 18 eu ia pedir a tua preventiva agora, pra tu ir lá na FASE [Fundação de Atendimento Sócio-Educativo], pra te estuprarem lá e fazer tudo o que fazem com um menor de idade lá. Porque tu é criminosa… Tu é”.

Os abusos à menina ocorreram entre 2011 e 2012. Na época grávida, ela obteve autorização da justiça para um aborto, em depoimento ela contou que o pai era de fato o responsável pelo crime, mas acabou mudando sua versão em segundo depoimento.

Um exame de DNA feito confirmou que de fato o pai da vítima era também pai da criança que ela carregava. Caminhoneiro, ele levava a garota junto em “passeios” e estacionava o veículo em locais remotos para práticas de abuso contra a filha.

Acusado pelo Ministério Público, o criminoso está preso desde 2015 após condenado à 27 anos de prisão. Em 2016 a defesa conseguiu recorrer e diminuir a sentença para 17 anos, quando a fala do promotor Theodoro Alexandre veio à tona.      

A Câmara Criminal do Tribunal de Justiça solicitou investigação da atuação do promotor, além da juíza Priscila Gomes Palmeiro, que na função de condutora da audiência nada fez diante da barbárie.

Foto: Reprodução

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