China dispara mísseis sobre Taiwan e aumenta tensão na região

Segundo a TV estatal chinesa, os exercícios militares vão até domingo (7). Cem aviões, entre caças e bombardeiros, foram acionados, além de mais de 10 navios de guerra.

Postado em: 05-08-2022 às 09h36
Por: Alexandre Paes
Segundo a TV estatal chinesa, os exercícios militares vão até domingo (7). Cem aviões, entre caças e bombardeiros, foram acionados, além de mais de 10 navios de guerra | Foto: Reprodução / AFP

A China disse que disparou mísseis sobre a ilha de Taiwan nesta sexta-feira (5), aumentando as tensões na região em que a presidente da Câmara dos Estados Unidos, Nancy Pelosi, chegou ao Japão, cujos líderes protestaram contra Pequim depois que cinco projéteis caíram perto das ilhas japonesas. Pela primeira vez na história cinco misseis da china atingiram o mar japonês.

Segundo a TV estatal chinesa, os exercícios militares vão até domingo (7). Cem aviões, entre caças e bombardeiros, foram acionados, além de mais de 10 navios de guerra. Por segurança, pelo menos 50 voos internacionais que chegariam ou sairiam do aeroporto de Taiwan foram cancelados.

O governo taiwanês afirmou que a China está violando regras das Nações Unidas ao invadir o espaço aéreo e marítimo da ilha, e chamou os exercícios de ações irresponsáveis. Já o governo chinês declarou que as manobras militares estão dentro da lei e são medidas necessárias e legítimas para resguardar a soberania chinesa e a integridade territorial do país.

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A China já havia disparado mísseis nas águas ao redor de Taiwan – uma ilha democrática de 24 milhões de habitantes que o Partido Comunista Chinês considera parte de seu território – principalmente durante a Crise do Estreito de Taiwan na década de 1990.

Mas mísseis sobrevoando a ilha marcaram uma escalada significativa, com autoridades dos EUA alertando que pode haver mais por vir. Em um comunicado na quinta-feira (4), o Ministério da Defesa de Taiwan disse que os mísseis viajaram acima da atmosfera e, portanto, não representavam risco para a ilha.

As autoridades não acionaram alertas de ataque aéreo porque previram que os mísseis pousariam em águas a leste de Taiwan, disse o ministério. A pasta acrescentou que não divulgaria mais informações sobre a trajetória dos projéteis para proteger suas capacidades de coleta de inteligência.

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