Saiba por que a Rússia não consegue vencer a guerra contra a Ucrânia, apesar da superioridade

Agora, seis meses após o início da guerra, sinais de estagnação crescem, principalmente na região de Donbass, no leste ucraniano

Postado em: 01-09-2022 às 16h25
Por: Ana Bárbara Quêtto
Agora, seis meses após o início da guerra, sinais de estagnação crescem, principalmente na região de Donbass, no leste ucraniano | Foto: Reprodução

Em fevereiro deste ano, a Rússia invadiu a Ucrânia e, com isso, muitos acreditaram que a guerra duraria apenas alguns dias. Afinal, era visível a superioridade dos soldados russos, tanto em número e equipamento, quanto em poder de fogo sobre as troas ucranianas.

Agora, seis meses após o início da guerra, sinais de estagnação crescem, principalmente na região de Donbass, no leste ucraniano. Apesar de ter capturado grande parte desse território, a Rússia ainda tenta avançar lentamente ao leste e também no sul, onde tenta consolidar seu controle.

No entanto, os bombardeios em Kiev, que ocorreram nos primeiros dias da invasão, terminou na retirada das tropas russas e, logo, à redenção. Em contrapartida, os soldados ucranianos não se renderam e, ainda, receberam apoio da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan).

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Resistencia ucraniana

A Ucrânia está operante e até mesmo montou uma base contra-ataques locais, enquanto aumentam relatos de uma possível contraofensiva. Os soldados ucranianos defendem o território no qual vivem com suas famílias, dessa forma, o incentivo de lutar cresce. Diferentes dos agentes russos, que batalham em um lugar, muitas vezes, desconhecido.

O mesmo foi visto durante a Guerra do Vietnã e também nas duas guerras no Afeganistão, nas quais a União Soviética perdeu em 1980, assim como os Estados Unidos em 2001.

“O moral e a vontade de lutar ucranianas são inquestionáveis, e acho que são maiores do que a vontade média de lutar do lado russo, por isso os ucranianos têm uma vantagem significativa”, disse o subsecretário de política no Departamento de Defesa dos EUA, Colin Kahl.

Em comparação as tropas ucranianas, os soldados russos têm apresentado casos de moral baixo, desde março, segundo uma fonte do Departamento de Defesa dos EUA.

Porém, o chefe dos serviços de inteligência do Reino Unido, Jeremy Fleming, negou que a Rússia sofra algum tipo de problema com moral. “Devemos duvidar dessa informação”, declarou Fleming em entrevista com a Christiane Amanpour, da CNN.

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Força russa

Vladimir Putin descreveu a invasão à Ucrânia, deflagrada no dia 24 de fevereiro, como uma “operação militar especial”, ao contrário do termo ocidental que utiliza o termo “guerra de agressão”. A classificação russa reconhece, por hora, que o país não utilizou todos os seus recursos.

A Rússia, ainda, não usa nenhuma arma nuclear contra a Ucrânia e é pouco provável que isso aconteça, sendo que a Ucrânia não tem qualquer tipo de arma nuclear. Nenhum ataque desse tipo ocorreu desde 1945, uma vez que a sua utilização teria consequências impossíveis de antecipar.

As tropas russas também possuem a chamada “tríade nuclear” dos meios de lançar as ogivas, que contam com mísseis balísticos, submarinos e aeronaves. Além disso, elas são donas de um dos maiores arsenais atômicos do mundo, juntamente com os Estados Unidos.

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