Ministra Damares não cumpre promessa de criação de projeto sobre distribuição de absorventes

Postado em: 27-12-2021 às 09h13
Por: Igor Afonso
Em outubro a ministra prometeu apresentar projeto para promover o combate à precariedade menstrual ainda em 2021| Foto: Divulgação

A ministra da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos, Damares Alves, não cumpriu a promessa feita em outubro deste ano de apresentar um projeto sobre distribuição de absorventes para mulheres em situação de vulnerabilidade social.

Após o presidente Jair Bolsonaro (sem partido), no dia 7 de outubro, sancionar a criação do Programa de Proteção e Promoção da Saúde Menstrual e, entretanto, vetar a distribuição gratuita de absorventes femininos para estudantes de baixa renda e pessoas em situação de rua, a ministra Damares anunciou que se encontraria com o deputado Roberto de Lucena (Podemos-SP) para dizer que apresentaria uma proposta “nos próximos dias”.

“Garanti ao parlamentar que nos próximos dias vamos anunciar o programa do governo federal para distribuição de absorventes para mulheres em situação de vulnerabilidade, a ação é debatida há meses dentro do governo”, anunciou Damares no dia 11 de outubro.

Dois meses e meio após, a ministra ainda não apresentou nenhum projeto sobre o assunto. Ao Painel, Damares justificou que o texto será apresentado em 2022 em razão do orçamento para o ano, que só foi aprovado há poucos dias, mas apontou que o projeto está sendo construído com as pastas da Saúde e Cidadania.

Goiás

Após o tema ganhar visibilidade, o governador de Goiás, Ronaldo Caiado (DEM), anunciou uma ação de distribuição gratuita de absorventes para alunas da rede pública de ensino e mulheres em situação de vulnerabilidade social. A secretária de Educação e o secretário de Desenvolvimento Social estudam formas de viabilizar a ação.

Em Goiânia, a vereadora Aava Santiago (PSDB) e a entidade sem fins lucrativos Girl Up GO realizou uma campanha de arrecadação de absorventes e mais de 3,6 mil unidades foram disponibilizadas para mulheres refugiadas e estudantes da rede municipal de ensino.

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