Bolsonaro ironiza carta pela democracia e diz: ‘Vale menos que pastelzinho de vento’

Bolsonaro ainda citou de forma indireta o seu oponente nas eleições de 2022 para presidência do Brasil, Luís Inácio Lula da Silva (PT), o chamando de "ladrão".

Postado em: 14-08-2022 às 09h00
Por: Victória Vieira
O parlamentar utilizou seu perfil no Twitter para se pronunciar sobre o ato | Foto: Reprodução

O presidente Jair Bolsonaro (PL) realizou novamente duras críticas a “Carta às Brasileiras e aos Brasileiros em defesa do Estado Democrático de Direito”. No sábado (13/8) o parlamentar utilizou seu perfil no Twitter para se pronunciar sobre o ato e ironizou dizendo que o documento vale menos do que um “pastelzinho de vento”.

Bolsonaro ainda citou de forma indireta o seu oponente nas eleições de 2022 para presidência do Brasil, Luís Inácio Lula da Silva (PT), o chamando de “ladrão”. Além disso, ele também ataca os artistas, sindicatos, bancos que assinaram a carta, pois segundo ele, são defensores socialistas. Confira:

No vídeo publicado, é possível ver o presidente negando que esteja desrespeitando a Constituição e menospreza a ação.

“Isso aí é política. Tem que atacar o meu governo, o que eu estou errando, o que eu estou fazendo de contrário à democracia. É por aí, pô. O que eu estou fazendo (de contrário à democracia)? Nada”, declarou em entrevista a CNN.

Leia também: Na USP, ato por cartas valoriza união pela democracia e repúdio contra o golpismo

A carta pela Democracia é um ato inspirado na “Carta aos Brasileiros de 1977”, sendo um texto em forma de manifestação contra o regime militar, redigido pelo jurista Goffredo Silva Telles. Diante a esse fator, o documento deste ano é repúdio ao governo de Jair Bolsonaro (PL) e seus ataques ao processo eleitoral. 

O registro conta com mais de um milhão de assinaturas, incluindo artistas renomados como Fernanda Montenegro, Caetano Veloso, Adriana Esteves, Camila Pitanga, Daniela Mercury, Chico Buarque, Maria Betânia, Milton Nascimento, Marisa Monte, Anitta, Paulo Betti, Lázaro Ramos, Gal Costa, Wagner Moura e entre outros.

O registro foi lido na Universidade de São Paulo (USP) e em outras 39 instituições brasileiras de ensino superior.

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