Terça-feira, 27 de fevereiro de 2024

Presidente da Câmara de Iporá nega recomendação do MP para empossar vice-prefeita

Preso desde o dia 23 de novembro, Naçoitan Leite segue como prefeito

Postado em: 29-11-2023 às 08h36
Por: Francisco Costa
Imagem Ilustrando a Notícia: Presidente da Câmara de Iporá nega recomendação do MP para empossar vice-prefeita
Preso desde o dia 23 de novembro, Naçoitan Leite segue como prefeito (Foto: Reprodução)

O presidente da Câmara Municipal de Iporá, Adriano Sena (MDB), negou a recomendação do Ministério Público de afastamento do prefeito Naçoitan Leite (Sem partido) e condução da vice Maysa Cunha (PP) ao cargo. A demanda do MP é de segunda (26) e resposta do vereador ocorreu na terça-feira (27).

Naçoitan foi preso na última quinta-feira (23) suspeito de invadir a casa da ex-esposa e atirar contra o quarto em que ela e o namorado estavam. A ocorrência aconteceu em 18 de novembro. Mesmo diante da situação, o político segue como prefeito da cidade.

Conforme justificativa, “a Lei Orgânica Municipal não exige o motivo para ausência do Prefeito por até 15 dias, e que tal prazo ainda não expirou”. E completa: “Assim que completado esse prazo com a persistência da situação, e havendo a legal provocação e indicação da competente Propositura Regimental, será convocada Sessão Extraordinária para apreciação do afastamento do atual prefeito, que, se aprovado, será a vice-prefeita empossada.”

Continua após a publicidade

Relembre o caso

Naçoitan Leite foi preso no último dia 23 de novembro ao se entregar à polícia de Iporá, no Oeste de Goiás. Segundo a Polícia Civil, o prefeito invadiu a casa da ex-mulher com uma caminhonete e atirou pelo menos 15 vezes contra o quarto onde a ex-esposa e o namorado dela dormiam.

Imagens de câmeras de segurança flagraram o momento que o prefeito chega e derruba o portão da casa com a caminhonete. Após cometer o crime, ele fugiu. A Justiça determinou a prisão de Naçoitan no mesmo dia.

Na terça, ele foi indiciado por tentar matar as duas pessoas. O prefeito teria cometido o crime por não aceitar o fim do relacionamento entre os dois. Ele também está respondendo por porte ilegal de arma de fogo, fraude processual e por ter furtado o equipamento de gravação de segurança da casa da ex-mulher.

“As provas do feminicídio e do homicídio tentado são explícitas. Nove tiros atravessaram a porta do quarto. Um deles atingiu a cama, outros um baú. Um dos pés da cama quebrou com um dos tiros”, disse Igor Moreira, o delegado responsável pela investigação.

Veja Também