Parceria busca recuperar espécies nativas do Cerrado em Pirenópolis

A parceria pretende recuperar áreas degradadas próximas à Pirenópolis.

Postado em: 05-12-2021 às 17h48
Por: Ícaro Gonçalves
A parceria pretende recuperar áreas degradadas próximas à Pirenópolis | Foto: Divulgação

Dados do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) mostram que o Cerrado teve 3.774 km² de área desmatada entre 1º de janeiro e 31 de agosto deste ano. Para frear o crescente desmatamento, uma parceria entre a estância Moriá Village e o projeto ProFloresta (UFG) visa criar iniciativas para recuperação de áreas degradadas próximas à Pirenópolis.

O projeto já recuperou um terreno de 20 mil metros quadrados no município, área que antes era destinada à pastagem de gado, e que agora dará espaço ao reflorestamento com espécies nativas. O plantio de cerca de 600 mudas foi iniciado na última semana com o objetivo de resgatar a fauna e a flora da região.

De acordo com o empreendedor Neylon Jacob, o objetivo é promover a recuperação da área com o plantio de diversas espécies típicas do Cerrado. “Já temos mudas de gabiroba, mangaba, ipê, aroeira, baru, entre outras. Queremos, além de promover um maior contato dos visitantes com a natureza, atrair espécies animais, principalmente aves, como periquitos, tucanos e araras-azul”, destaca o empreendedor.

Continua após a publicidade

A parceria pretende deixar a estância com cerca de 40% da área do empreendimento com árvores nativas. O início do plantio acontecerá nas áreas que cercam o Moriá Village. Posteriormente, as espécies também serão plantadas no interior da estância, que contará com 12 cabanas destinadas a receber casais durante estadia na cidade turística localizada a 130 km de Goiânia e 150 km de Brasília.

Segundo a doutoranda em Produção Vegetal e participante do ProFloresta, Indiara Nunes Mesquita, o projeto busca difundir o conhecimento técnico-científico relativo à conservação e manejo dos recursos florestais. Ela ainda afirma que, quanto maior o número de mudas plantadas e áreas restauradas, maior será o benefício do meio ambiente para a sociedade.

“O reflorestamento de locais como o Moriá será importante em vários aspectos, como na manutenção da umidade do solo e controle de inundações; controle da erosão pela proteção proporcionada pelo sistema radicular das plantas; prevenção contra tempestades de poeira que vem se tornando mais comuns em áreas abertas e desmatadas devido ao aquecimento global, entre outros”, destaca Indiara.

Veja Também