Após casos de cantores sertanejos, Justiça do MT cancela show gospel com cachê público de R$ 95 mil

A Justiça do Mato Grosso decretou o cancelamento do show do cantor gospel Anderson Freire. A apresentação aconteceria no dia 20 de agosto, Dia do Evangélico, em Canarana.

Postado em: 11-07-2022 às 18h18
Por: Ana Bárbara Quêtto
Segundo a juíza Anela Maria Janczeski Góes, o valor de R$ 95 mil do cachê de Anderson é injustificado. | Foto: Reprodução

A Justiça do Mato Grosso decretou o cancelamento do show do cantor gospel Anderson Freire. A apresentação aconteceria no dia 20 de agosto, Dia do Evangélico, em Canarana.

Segundo a juíza Anela Maria Janczeski Góes, o valor de R$ 95 mil do cachê de Anderson é injustificado. Além de violar o princípio da moralidade e eficiência da administração pública.

A cidade está em estado de emergência por conta do aumento nos casos de dengue e zika. “Considerando que a questão de políticas públicas que visem melhorias para a população é prioritária”, escreveu a juíza.

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“É dever do gestor público observar os princípios constitucionais que regem a administração pública, com destaque à economicidade e razoabilidade, evitando gastos desproporcionais e assegurando o equilíbrio das contas públicas”, ressalta.

Este é o primeiro espetáculo gospel suspendido pela Justiça, até o momento. Posteriormente, os cantores sertanejos que ocupavam esta posição.

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Relembre os shows sertanejos que são investigados pelo MP

Desde o caso da dupla Zé Neto e Cristiano, que criticou os artistas que utilizam a Lei Rouanet, diversos shows com altos cachês promovidos pelas Prefeituras estão sendo investigados pelo Ministério Público.

Pelo menos 36 cidades estão com investigações abertas, conhecidas como “CPI do sertanejo” por promover festivais com a presença de nomes conhecidos nacionalmente e alto cachê.

Em Goiás, por exemplo, O Ministério Público (MPGO) solicitou o cancelamento de dois eventos que aconteceriam nos meses de junho e julho deste ano no São Miguel do Araguaia.

Assim, o custo dos shows foi estimado em cerca de R$ 908 mil, valor que seria pago com recursos públicos municipais. Para o MPGO, os gatos seriam excessivos.

O nome mais comentado, entre os cantores do ritmo, é o do Gustavo Lima, já que seu cachê pode chegar a R$ 1 milhão. O famoso teve problemas em mais de quatro estados: Roraima, Minas Gerais, Rio de Janeiro, Bahia e Ceará.

Em seguida, o nome de Wesley Safadão aparece em segundo lugar, com quatro shows investigados. Xand Avião, Bruno e Marrone, Simone e Simaria, Ávine Vinny e Nattanzinho também aparecem em contratos que estão na “CPI do sertanejo”.

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