Faraó do Bitcoin: PF faz nova operação contra fraudes bilionárias envolvendo criptomoedas

Os alvos da ação estão nos Estados Unidos foram incluídos na lista vermelha (red notice) da Interpol

Postado em: 11-08-2022 às 09h40
Por: Rodrigo Melo
Os alvos da ação estão nos Estados Unidos foram incluídos na lista vermelha (red notice) da Interpol | Foto: Divulgação/PF

A Polícia Federal (PF) deflagra nesta quinta-feira (11/8) a quarta fase da Operação Kryptos, que investiga fraudes bilionárias envolvendo criptomoedas. Estão sendo cumpridos cinco mandados de prisão preventiva e quatro de busca e apreensão nas cidades do Rio de Janeiro e de Cabo Frio (RJ).

As duas ações visam desarticular uma suposta organização criminosa responsável por fraudes bilionárias envolvendo criptomoedas, no Brasil e no exterior, segundo a PF. Na fase da operação deflagrada nesta quinta-feira, foram apreendidos dez veículos de luxo, avaliados em cerca de R$ 6 milhões.

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Segundo apuração da TV Globo, um dos alvos dessa operação seria Glaidson Acácio dos Santos, conhecido como o “Faraó do Bitcoin”, preso desde o ano passado também por supostos crimes envolvendo criptomoedas.

A operação, que recebeu o nome de Flyer One, tem como foco a atuação do grupo nos Estados Unidos (EUA). O esquema passou a funcionar também fora do Brasil, captando recursos de pessoas em países como EUA e Portugal.

Nos Estados Unidos, o esquema foi comandado por um homem que fugiu do Brasil com passaporte falso, devido a uma condenação prévia por tráfico internacional de drogas.

De acordo com a PF, o esquema usava documentos falsos para justificar depósitos em contas bancárias nos EUA. A investigação constatou o depósito de criptoativos lastreados em dólar americano (stable coins) na conta do homem apontado como líder da organização.

Alvos da ação estão nos Estados Unidos foram incluídos na lista vermelha (red notice) da Interpol. Os investigados poderão responder pelos crimes de emissão ilegal de valores mobiliários sem registro prévio, organização criminosa e lavagem de capitais.

Operação Kryptos

A primeira fase da Operação Kryptos foi desencadeada em agosto do ano passado para investigar uma empresa, sediada na Região dos Lagos, do Rio de Janeiro, que usava esquema de pirâmides financeiras, por meio da especulação no mercado de criptomoedas e a promessa, aos clientes, de retorno financeiro. Mais duas fases foram executadas no início deste ano: Valeta, em fevereiro, e Betka, em março.

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